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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
17 de abril de 2021
Rádios

Fake news e idosos são foco de campanha a favor da vacinação da COVID-19

A iniciativa é da Fundação Araucária, que mobilizou 15 instituições ligadas à ciência no Paraná.

Cotidiano

por Romeu Junior

VACINA IDOSOS
Campanha contra fake news vai abranger idosos. Foto: Divulgação Fundação Araucária
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A segunda fase da campanha de conscientização e mobilização para a vacinação contra a Covid-19 na região Sul do País envolve um chamado ao público a ser imunizado nessa primeira etapa, de acordo com o cronograma estabelecido pelos órgãos de saúde. E também orientações sobre a importância da imunização em larga escala. No primeiro mês, as instituições participantes intensificaram as ações de combate às fake news relacionadas ao assunto.

A iniciativa é da Fundação Araucária, que mobilizou 15 instituições ligadas à ciência no Paraná, além da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que aderiram à campanha.

“Embora haja uma grande expectativa da maioria da população pela vacinação, a disseminação de fake news causou certa insegurança em algumas pessoas. Por isso, além de continuar combatendo a desinformação, a campanha também busca orientar quem está sendo convocado pelas secretarias da saúde sobre a importância da vacina. Neste momento voltamos as ações para os idosos”, explicou o presidente da Fundação Araucária Ramiro Wahrhaftig.

O diretor do Laboratório de Ensino e Pesquisa e Analises Clínicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Dennis Armando Bertolin, reforça a necessidade da vacina para combater a pandemia. “Com base nas vacinas nós conseguimos controlar várias doenças graves que assolam na comunidade e ainda nos preocupam. Usar a vacina é o mesmo raciocínio de porquê utilizar um cinto de segurança, embora eu dirija o carro corretamente.”

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O alerta das autoridades de saúde é para que a população respeite o cronograma de vacinação de cada município para evitar aglomerações e filas desnecessárias. Além de não deixar de se imunizar.

A farmacêutica-bioquímica da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Elisângela Gueiber Montes, explica que a vacinação é uma responsabilidade coletiva. “Quando você escolhe não tomar a vacina, além de correr o risco de ficar doente e desenvolver a Covid, você também será um possível hospedeiro para que o vírus se replique em você. Poucas partículas que inicialmente se infectaram agora podem se tornar milhares, contaminando as pessoas por aí.”

Ela completa que quanto maior o número de pessoas vacinadas menos vírus haverá circulando no ambiente e a doença será eliminada mais rapidamente.

NOTÍCIAS FALSAS  Fazem parte da lista de fake news relacionadas à vacina contra o novo coronavírus: vacina contra a Covid pode causa câncer e HIV; vacina pode infectar com o coronavírus; voluntários dos testes já morreram por terem se submetido ao uso das vacinas; imunizantes são derivados de células de fetos abortados, entre outras.

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“A vacina não tem o potencial de causar mutações no nosso DNA, que seria algo extremamente necessário para um processo de desenvolvimento do câncer que é uma doença multifatorial”, explicou a professora de Imunologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Karen Brajão de Oliveira.

Ela ressaltou ainda que a vacina é produzida a partir de micro-organismos inativados, como as vacinas de poliomielite, hepatite A e da gripe. “As vacinas passam por um rigoroso controle de qualidade durante a sua produção e o vírus que está ali dentro, o novo coronavírus, está morto, inativado. Não há outros micro-organismos ali presentes. Então, não há nenhuma possibilidade de transmissão de HIV, por exemplo. Esta notícia é totalmente falsa”, esclareceu.

Entre as principais ações da campanha pela vacinação, pesquisadores e formadores de opinião, por meio de vídeos e entrevistas, enfatizam a importância da vacinação para erradicar a epidemia da Covid-19 e conclamam todos a confiarem na ciência e nas vacinas.

Participam da campanha representantes da Fundação Araucária, da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, das sete universidades estaduais, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), do Instituto Federal do Paraná (IFPR), da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Universidade Tuiuti do Paraná.

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Romeu Junior com Assessoria (AEN)

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