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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
24 de junho de 2021
Rádios

Estiagem causa quebra de 30% em lavouras de batata da região de Palmas

Nas plantações de grãos de segunda safra, como milho e feijão, as perdas atingem os mesmos percentuais.

Agricultura

por Guilherme Zimermann

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A estiagem que assola a região apresenta reflexos nas lavouras de grãos e de batata de Palmas. Estimativas do setor apontam quebra de até 30% na bataticultura.

De acordo com o engenheiro agrônomo Thiago Gallo Tegoni, em entrevista ao repórter Elvin Santos, a safra atual foi desafiadora, por conta da falta de chuvas, o que obrigou a maioria dos produtores de batata da região a realizar a irrigação mecânica para evitar perdas maiores.

Salienta que nos últimos anos, os produtores têm percebido uma redução nos volumes médios de chuva, por isso muitos estão buscando áreas mais próximas a rios e açudes, para garantir possibilidades de irrigação. Porém, neste ano, mesmo nessas áreas, a irrigação foi limitada para também não esgotar os açudes e rios que também sofreram com a falta de chuva.

Sobre a produção, Tegoni estima que algumas áreas de plantio de batata podem chegar a quebra de até 30%, realidade que deve se refletir nas demais regiões produtoras do Paraná. Ouça no player abaixo:

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Nas lavouras de grãos, feijão e milho, que estão na segunda safra, são as culturas que mais têm sofrido. Na área do Núcleo Regional da Agricultura de Pato Branco, a estimativa inicial de produção de feijão era de 120 a 130 mil toneladas, mas diante dos baixos índices de chuva, o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), Ivano Carniel, informa que essa previsão já foi reduzida para 80 a 90 mil toneladas.

Para a cultura do milho, que bateu recorde de área plantada, com 80 mil hectares, eram previstas de 480 a 520 mil toneladas, reduzidas agora para 330 a 370 mil toneladas – queda de 30 a 35%.

A seca também afeta a produção regional de leite. Muitos produtores tiveram dificuldades para o plantio da aveia, afetando a oferta de pastagem para os animais. Segundo Carniel, laticínios da região informam que a captação de leite em abril sofreu queda de 15% em relação a março, cenário que deve se agravar, pois os órgãos de meteorologia não apontam contingentes significativos de chuva para a região nas próximas semanas. Ouça no player abaixo:

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