O Complexo Eólico Palmas II ainda aguarda definição de investimentos financeiros da ordem de R$ 1,2 bilhões para iniciar a sua execução. A atualização do andamento do projeto de geração de 200 megawatts foi dada ao RBJ/Rádio Club nesta quinta-feira(19), pela Direção da Enercons/Enerbios, que juntamente com as empresas alemã Inovvent, Vento Sul e Cia Ambiental são proprietárias do projeto, iniciado há 10 anos.

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Diretor-Presidente, Ivo Pugnaloni, salientou que todas as demais questões técnica, jurídica  e ambiental já estão sendo contempladas. “É um dos maiores investimentos que o Paraná deverá receber e não são muitos os grupos econômicos com condições de bancabilizar tudo isso”, explicou.

Revelou que já estão adiantados os entendimentos, troca de informações e projeções de retorno e avaliações de alto nível com alguns grupos, incluindo capital estatal internacional.

Salientou que enquanto não se define as questões de ordem financeira estão sendo procedidas ações outras para de ampliação de centrais de recebimento da energia, especificamente a subestação da Copel em Palmas, bem como a possibilidade redirecionamento de parte da geração para central em Bituruna, o que considerou não estratégica diante da necessidade regional por energia, além de um maior investimento em linhas de transmissão.  “Estamos há 30 quilômetros de Palmas e nosso projeto já está licenciado para direcionar a energia para esta subestação, que precisa ter ampliada sua capacidade”, explicou

Tranquilizou que não há chance de o empreendimento não se efetivar. Pontuou que o atual cenário nacional, que se assemelha a 2001, irá demandar muita energia para afastar risco de desabastecimento, principalmente, e permitir um crescimento econômico.

Como o maior entrave agora é o volume elevado de recursos financeiros, já estão sendo consideradas outras possibilidades como fracionamento do projeto para permitir a participação de um maior número de investidores com financiamentos menores. “Não tenho nenhum receio que esse empreendimento se inviabilize, pois é muito bom por várias razões”, argumentou.

Por vários encaminhamentos,  Pugnaloni sinalizou que 2021 será o ano em que será dado o início ao empreendimento. “Se vocês de Palmas estão ansiosos para início das obras, imagine nós que estamos investimentos há 10 anos neste projeto”, ponderou.

Também avaliou positivamente a decisão do governo do Paraná na reforma da PRC 280 entre Palmas e o Trevo do Horizonte(BR 153). Conforme ele, os fatores principais para um empreendimento energético desse porte é o acesso e a logística. “Estradas ruins aumentam o custo da logística. E o nosso parque é na beira da PRC 280, e uma rodovia em boas condições é decisiva para atrair os investidores, bem como, reduzirá os custos de instalação e operacionalização do complexo energético”, considerou.

No vídeo Pugnaloni ainda abordou várias outras aspectos relacionados a questões relacionadas a necessidade de desenvolvimento de fontes renováveis de energia.