O Movimento Palmas Desenvolvida, juntamente com suas entidades integrantes e Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), apresentou na manhã desta quinta-feira (12), na sede da Acipa (Associação Comercial de Palmas),  ao prefeito Kosmos Panayotis Nicolaou e sua equipe de governo, a Lei de Inovação Científica e Tecnológica. Sancionada pelo então Chefe do Executivo, Hilário Andraschko, no último mês de novembro,  a legislação deverá passar por regulamentações, com a perspectiva de estabelecer apoio às iniciativas inovadoras capazes de gerir o desenvolvimento e o progresso tecnológico, gerando emprego e renda para a população.

De acordo com um dos coordenadores do Movimento, Jerri Marini, a Lei prevê a criação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) que envolverá as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) e Empresa de Base Tecnológica (EBT). “Isso vai permitir a inclusão de empresas e pessoas que tenham boas ideias, que podem agregar valor para o nosso município, e que até então, estavam indo buscar apoio em outros lugares”, aponta, destacando o aporte que essas instituições terão a partir de agora.

Para a diretora de comunicação da Acipa, Marlene Scirea, a reunião foi de extrema produtividade, uma vez que foram apresentadas novas perspectivas para inovação, qualificação profissional e geração de emprego no no município. “Devemos esquecer as siglas e pensar em Palmas, que precisa de muita ação para tirarmos as ideias do papel e sermos efetivos para ajudar o município”, analisa.

Segundo o diretor do Departamento de Indústria e Comércio, Ari Zolet, estima-se que num prazo de 90 dias já inicie a operação de incubadoras no município, com a qualificação de pessoal, análise das empresas que poderão ser incubadas e  dos agentes que atuarão gestão do programa.

Na avaliação do Gerente de Inovação da FIEP, Filipe Miguel Cassapo, o trabalho desenvolvido pelo Movimento Palmas Desenvolvida, sobretudo a Lei de Inovação, é de extrema importância para o desenvolvimento econômico e social da região. “A Lei aprovada aqui é moderna, que mostra todas as boas práticas e instrumentos necessários para ser capaz de transformar o conhecimento e novas ideias em resultados e crescimento econômico”, considera.

Aponta Cassapo, que Palmas tem seguido exemplos de outros municípios brasileiros, os quais já colheram bons frutos através de legislações de incentivo. “A cidade terá um Fundo de Inovação, cujos recursos serão colocados à disposição dos empreendedores inovadores, Palmas terá o Conselho de Ciência, Tecnologia e Inovação, que vai trazer o envolvimento de todas as partes interessadas, terá também regras que permitem o envolvimento de pesquisadores, de universidades, para que o conhecimento acadêmico possa ser transformado em empreendimentos inovadores”, destaca.

Lembra ainda que há a necessidade de se “desconstruir” o conceito de que inovação se refere apenas à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e que também se aplica “ao agronegócio, à construção civil, ao setor da madeira e mobiliário”.