O Engenheiro Agrônomo, José Abramo Marchese, professor e coordenador do curso de Agronomia da UTFPR – Câmpus Pato Branco tem atuado de 2005 nas pesquisas para controle de doenças em vegetais e no aumento da capacidade de defesa da plantas contra fungos, bactérias e vírus. Desenvolvidas na UTFPT em Pato Branco já alcançaram resultados, com a parceria com o departamento de Química, sob a coordenação do professor Mário Antônio Alves da Cunha.

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Marchese conta que os resultados tem se mostrado promissores em várias culturas também na Itália. No momento, os indutores de resistência estão em teste de campo,  com um acordo de sigilo que limita a divulgação de informações. Outra solução inovadora é direcionada ao tratamento da malária. Da planta Artemísia extrai-se uma molécula, cujos derivados são os mais eficazes no combate à doença. “Desenvolvemos superplantas com melhoramento genético por seleção natural e com o pó da folha, em parceria com a Unicamp, estão sendo produzidos comprimidos.

Conta que uma empresa está testando a estabilidade do composto e já há interesse da maior indústria farmacêutica estatal do Brasil. O projeto da Artemis Biopharma foi apresentado no Congresso Mundial de Plantas Comestíveis, Medicinais e Aromáticas (Icemap), neste ano, na Itália, e despertou a atenção de investidores italianos.

SENSOR

O pesquisador Engenheiro Eletricista, Paulo Moreira de Souza, gerente de Projetos e Obras da Copel, em Pato Branco, desenvolveu  um sensor que, acoplado a um capacete, detecta campos elétricos a aproximadamente um metro de distância. Se houver corrente elétrica, o aparelho emite um alerta sonoro, avisando do risco de choque elétrico.

O projeto começou efetivamente em 2004 com recursos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e foi licenciado para produção no Brasil em 2016. O desenvolvimento envolveu profissionais de várias áreas para chegar a um equipamento leve e à prova de poeira, água e impactos.

A Copel já obteve junto ao Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos (USPTO) o registro da patente do capacete. A ideia do sensor é garantir a segurança dos eletricistas. Atualmente 550 eletricistas da rede de distribuição da companhia utilizam o equipamento. A intenção é que todos os colaboradores diretos e também os de serviços terceirizados façam uso. O pesquisador avalia que a aplicação do capacete é ampla, pois o acessório pode ser ajustado para qualquer rede elétrica no planeta.

*Com informações da Assessoria(Antônio Menegatti).;