Com promessa de maior velocidade e maior capacidade de conexão com diferentes objetos e equipamentos, a tecnologia 5G é aguardada com expectativa, mas também com muitos questionamentos no Brasil.

Para entender mais sobre o assunto, o Departamento de Jornalismo da Rádio Club de Palmas conversou Carlos Eduardo Sedeh, executivo do setor de telecomunicações e Diretor da Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas).

Ele explica que o 5G é a evolução natural das gerações anteriores, o 3G e 4G, apresentando como diferencial mais velocidade de conexão à internet no celular e também outras aplicações que poderão revolucionar a sociedade, como objetos conectados e cidades inteligentes.

Para isso, destaca que a topologia do 5G é diferente do atual 4G, envolvendo além de antenas de grande porte, as empresas de telecomunicação deverão investir em antenas menores, por conta da densidade dessa nova rede, uma vez que ela permitirá a conexão de um número muito maior de dispositivos.

Sobre os custos para a implantação dessa nova rede, Sedeh avalia que as empresas deverão realizar investimentos, buscando novas receitas a partir das possibilidades abertas pelo 5G, sem onerar ainda mais os clientes.

Salienta que, atualmente, alguns testes estão andamento, utilizando simulações do 5G, mas que não são a tecnologia, efetivamente. Para que ela entre em operação, há a dependência de um leilão, para definir quais faixas de frequência poderão ser utilizadas pelas prestadoras de serviços de comunicação. A expectativa do setor é que esse leilão aconteça até o final do primeiro semestre de 2021.

O executivo considera que o modelo de leilão a ser realizado trará duas inovações importantes para garantir que a tecnologia possa ser instalada na maior parte do país, dada as dificuldades de comunicação que, por exemplo, a própria região Sudoeste do Paraná enfrenta.

Ele destaca que, dentro do leilão, uma faixa da frequência do 5G será reservada às Prestadoras de Pequeno Porte (PPP’s). Assim, provedores locais de Internet também poderão atuar na oferta do 5G.

Além disso, as operadoras de telefonia interessadas em operar no 5G, serão obrigadas a realizar investimentos, dentre eles, aumentar a qualidade do 4G, visto que boa parte do país não conta ainda nem com essa tecnologia. Ouça no player abaixo: