Em uma década, a Indústria 4.0 deve atingir 21,8% das empresas brasileiras. Hoje, esse percentual é de 1,6%. Os números foram apontados em uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

A Indústria 4.0 considera todo tipo de tecnologia digital que promova melhoria da produtividade no processo industrial. Além das empresas se adaptarem ao modelo, é preciso também formar um novo profissional, no qual esteja inserida a cultura da inovação.

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Imagem: LiteLiMS

Em julho de 2018, o Senai (Serviço Nacional da Indústria) publicou um estudo, mostrando que 30 novas profissões vão surgir ou ganhar mais relevância com a Indústria 4.0. As novas ocupações são identificadas pelas áreas que deverão sofrer maior impacto com o avanço da chamada 4ª revolução industrial: setor automotivo; alimentos e bebidas; construção civil; têxtil e vestuário; tecnologias da informação e comunicação; máquinas e ferramentas; química e petroquímica; e petróleo e gás.

Entre essas profissões estão as de mecânico de veículos híbridos e mecânico de telemetria (automotivo); técnico em impressão de alimentos (alimentos e bebidas); técnico em automação predial (construção civil); engenheiro em fibras têxteis (têxtil e vestuário); engenheiro de cibersegurança especialista em big data (tecnologia da informação); projetista para tecnologias 3D (máquinas e ferramentas); técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos (química e petroquímica); e especialista para recuperação avançada de petróleo (petróleo e gás).

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Imagem: Senai/Reprodução

O termo Indústria 4.0 originou-se em 2011, a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia. Para o desenvolvimento e implantação desse conceito, deve-se seguir alguns princípios: Capacidade de operação em tempo real; Virtualização; Descentralização; Orientação a serviços e Modularidade.

Para se chegar à essa realidade, o setor industrial deve acompanhar os avanços tecnológicos da última década, aliados às tecnologias em desenvolvimento, como a Internet das Coisas (ou Internet of Things – IoT), que é a conexão em rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos eletrônicos que permitem a coleta e troca de dados. Esses sistemas são denominados como sistemas Cyber-físicos, sendo a base da Indústria 4.0.

Além disso, a análise de dados e a segurança da informação, da mesma forma, atuam como pilares dessa nova era, chamada também de Quarta Revolução Industrial.

Para especialistas, o maior impacto da Indústria 4.0 é a criação de novos modelos de negócios. Outro ponto é pesquisa e desenvolvimento nos campos de segurança, confiabilidade da produção e interação máquina-máquina.

Por fim, outro impacto que gera preocupação é o fato de os profissionais também precisarem se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão, enquanto algumas poderão deixar de existir.