Seminaristas recebem os Ministérios de Leitor e Acólito
Religião
por Luiz Carlos
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À tarde, os seminaristas formaram grupos de partilha vocacional e de estudo de uma mensagem do papa Francisco aos seminaristas franceses. Ademais, tiveram um momento de trabalho e de esporte. À noite, o Pe. César Poggere, reitor do Seminário Jesus de Nazaré de São João e responsável pelos seminaristas de Teologia do Seminário Nossa Senhora de Guadalupe de Cascavel, conduziu uma reflexão pautada no tema da Diocesaneidade, ou seja, a necessidade de se criar uma identidade diocesana entre os seminaristas, futuros presbíteros, que esteja de acordo com a realidade diocesana do Sudoeste do Paraná, no qual está presente a Igreja de Jesus Cristo. Este será o tom de trabalho para o ano de 2017 e para os anos vindouros, no qual serão concentrados todos os esforços dos formadores e dos seminaristas. Em seguida, o seminarista Rudinei José Willers, apresentou o projeto da criação do Conselho Missionário dos Seminaristas, convocando à organização e formação, a fim de estabelecer um espírito missionário na formação presbiteral diocesana. Ao final, ficou definido que Rudinei José Willers seria o responsável por este conselho e daria seguimento aos trabalhos, com o apoio da Coordenação Diocesana da Ação Evangelizadora.
Testemunhos dos seminaristas
“A recepção destes ministérios de leitor e acólito foram um momento singelo na caminhada, onde pude perceber a importância de cada passo dado e acima de tudo o serviço que se deve desempenhar, como salientou Dom Edgar. Foi uma ocasião de alegria junto aos meus irmãos seminaristas que almejamos servir a Cristo futuramente no sacerdócio. Deste modo, acredito que estes pequenos passos são carregados de belos significados para o caminho de segmento de Cristo” (Rudinei José Willers, 4º ano de teologia)![[Grupo RBJ de Comunicação] Seminaristas recebem os Ministérios de Leitor e Acólito — 5](http://www.rbj.com.br/wp-content/uploads/2017/03/51-300x225.jpg)
“Ser admitido ao ministério de leitor é um passo significativo na caminhada vocacional. São anos de formação e de preparação para o sacerdócio e, por meio deste ministério, posso melhor servir à comunidade eclesial através da aproximação ainda mais íntima da Palavra de Deus e na sua proclamação. Este é um momento de maior motivação pessoal para o seguimento fiel e sincero a Jesus Cristo, amando-o e servindo-o na Igreja. A responsabilidade agora, mais do que nunca, é fazer ressoar a Palavra de Deus em minha vida, conhecê-la com maior profundidade, converter-me diariamente à sua luz, ser sua testemunha e discípulo atento à Palavra do próprio Deus” (Diego Fernando Dias, 3º ano de teologia)
“Foi com essas palavras que Dom Edgar iniciou a homilia do último sábado (04/03): ‘A Igreja instituiu, já em tempos antiquíssimos, alguns ministérios, com o fim de render a Deus o devido culto e de prestar serviços ao povo de Deus, segundo as suas necessidades’. Nesta pequena, mas significativa frase acima citada, podemos notar a responsabilidade, dos ministérios recebidos. Render culto a Deus, colaborando para o Anúncio do Evangelho. Responsabilidade que traduzo como serviço, a Deus e aos irmãos, despertando o desejo de ser ainda![[Grupo RBJ de Comunicação] Seminaristas recebem os Ministérios de Leitor e Acólito — 7](http://www.rbj.com.br/wp-content/uploads/2017/03/7-300x225.jpg)
“Mais um pequeno passo, muitos ainda terão que ser percorridos. Primeiramente, uma palavra de gratidão: a Deus pelo chamado, à família pelo cuidado dispensado e à Diocese pela acolhida. Depois, um pedido: rezem pelas vocações e pela perseverança dos vocacionados da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão. Agora, mais unido ainda à Palavra de Deus e ao seu anúncio, sigo meu caminho, no serviço ao povo de Deus, à Igreja, a Deus” (Antonio Eduardo P. P. Oliveira, 3º ano de teologia).
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Dom Edgar
Dom Edgar refletiu neste momento alguns pensamentos da Igreja sobre a Instituição dos ministérios de Acólitos e Leitores
“O Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a Sagrada Liturgia, além de retomar a visão ministerial da Igreja – “cada um faça apenas aquilo que lhe compete” (SC 28), abriu possibilidade para a revisão destes ministérios. Aberto a possibilidade desta revisão, com uma feliz inspiração, Paulo VI, na Carta Apostólica de 15 de agosto de 1972, Ministeria quaedam muda o nome das funções de leitor e acólito de ordem para ministério e as celebrações que a elas introduzem deixaram de ser chamadas de ordenação para serem consideradas instituições, declarando seu caráter eminentemente laical.
O Leitor é instituído “para a função que lhe é própria: ler a Palavra de Deus nas assembleias litúrgicas. Por isso mesmo, na missa e nos demais atos sagrados, competem-lhe as leituras da Sagrada Escritura (à exceção, porém, do Evangelho); na falta do salmista, recitará também o Salmo entre as leituras; apresentará as intenções da oração universal dos fiéis, quando não houver diácono ou cantor à disposição. Cabe-lhe, ainda, dirigir o canto e orientar a participação do povo fiel, bem como instruir os fiéis para a recepção digna dos sacramentos. Poderá, além disto, na medida em que for necessário, ocupar-se da preparação de outros fiéis que sejam encarregados temporariamente da leitura da Sagrada Escritura nos atos sagrados. Para poder desempenhar-se destas tarefas com aptidão e perfeição sempre maiores, procure o leitor meditar com assiduidade a Sagrada Escritura. Consciente do ofício recebido, procure adquirir cada vez mais, por todos os meios oportunos, intenso amor e conhecimento da Sagrada Escritura, de modo a tornar-se discípulo mais perfeito do Senhor” (Ministeria quaedam V).
O Acólito “é instituído para ajudar o Diácono e para servir ao Sacerdote. É sua tarefa, portanto: cuidar do serviço do Altar; auxiliar o Diácono e o Sacerdote nos atos litúrgicos, sobretudo na celebração da santa missa; distribuir, como ministro extraordinário, a sagrada comunhão, nos seguintes casos: todas as vezes que faltarem ou não o puderem fazer, por motivo de doença, idade avançada ou exigências do ministério pastoral, os ministros mencionados no cân. 845 do Código de Direito Canónico; todas as vezes também que o número de fiéis que se aproximam da sagrada mesa for tão elevado, que possa ocasionar demora excessiva da missa. Pode ser encarregado ainda, em circunstâncias extraordinárias, de expor publicamente o Santíssimo Sacramento à adoração dos fiéis, e fazer depois a reposição; não pode dar a bênção ao povo. Na medida em que for necessário, poderá também cuidar da instrução de outros fiéis que f orem encarregados temporariamente de ajudar o Diácono ou o Sacerdote nos atos litúrgicos, transportando o missal, a cruz, as velas etc;… ou exercendo outras funções deste tipo. O Acólito desempenhar-se-á ainda mais dignamente destes encargos, se participar da Santíssima Eucaristia, com piedade sempre mais ardente, alimentando-se dela e procurando alcançar um conhecimento mais profundo deste ministério. Destinado de modo particular ao serviço do altar, procure obter todas as noções relativas ao culto divino e compreender o seu significado íntimo e espiritual, de modo que se ofereça cada dia totalmente a Deus e possa, ao mesmo tempo, ser bom exemplo para todos pela sua atitude grave e respeitosa no templo sagrado. Por fim, com amor sincero, demonstre seu interesse pelo Corpo místico de Cristo ou povo de Deus, especialmente pelos fracos e os doentes” (Id. Ibid. VI). A Instrução Geral do Missal Romano determina que “O acólito é instituído para servir ao altar e auxiliar o sacerdote e o diácono. Compete-lhe principalmente preparar o altar e os vasos sagrados, bem como distribuir aos fiéis a Eucaristia, da qual é ministro extraordinário” (65).