A empresa Enerbios, do Grupo Enercons, obteve nesta segunda-feira(17) a Licença Prévia(LP) do Instituto Ambiental do Paraná (IAP)) para a implantação do Complexo Eólico Palmas II, no município de Palmas, no Sul do Estado. O empreendimento, com 200 MW e investimento 1,3 bilhões de reais será iniciado em 2019. A Licença Prévia (LP), que antecede os licenciamentos de Instalação e Operação, aprova a localização e concepção do Empreendimento, atestando  viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implantação. O novo complexo será instalado no lado paranaense da PRC 280 e ficará junto ao Complexo Palmas I,  em frente aos parques de Agua Doce, Santa Catarina.

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O anúncio pelo engenheiro responsável técnico pelo projeto e presidente da ENERBIOS, Ivo Pugnaloni, ocorreu  durante o Programa Pauta Dinâmica, da Rádio Club na manhã desta segunda-feira(17). “É uma emoção muito grande, a gente antever o que vai acontecer com a região de Palmas”, disse ele, referindo-se ao volume de investimentos e as perspectivas de aumento de arrecadação de impostos com a geração de energia pelos parques” disse ele. Destacou ainda a produção de energia mais barata para as indústrias locais.

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Diretor da Enerbios, Pugnaloni, comemorou a obtenção do licenciamento ambiental prévio, durante programação da Rádio Club FM.

Lembrou que este projeto vem sendo trabalhado desde 2009 com estudos, arrendamentos de áreas dos produtores e medições dos ventos e, agora, comemora-se a obtenção do licenciamento prévio. Destacou o papel importante do governo municipal em motivar e acompanhar de forma próxima os trâmites para licenciamento do empreendimento.

Estão associadas ao projeto, a  Cia Ambiental,  INNOVENT  da Alemanha e a VENTOS DO SUL, além dos proprietários das áreas que receberão os parques.“Hoje é um marco importante para o desenvolvimento do nosso projeto em Palmas, nos permitindo já em 2019 dar início à fase de implantação”, comemorou Paulo Gustavo Yazbek, Gerente Geral da Innovent no Brasil, empresa com presença na matriz energético eólica  na China, Taiwan, Alemanha,  Turquia, França, Suécia e outros países do Mar do Norte.

Salientou  que o Complexo Eólico Palmas II irá contribuir decisivamente na alteração matriz energética do Paraná, que também será beneficiado com a geração do impostos, tal qual o município.  Yasbek salientou ainda a geração de empregos. “Nos congratulamos com todos os cidadãos de Palmas,  governo municipal(Executivo e Legislativo), que sempre deram apoio ao projeto, com os proprietários das áreas que sempre nos receberam muito bem e com a imprensa de Palmas que sempre divulgaram nossas atividades” mencionou.

A Diretora de Licenciamento do IAP, Edilaine Vieira da Silva, parabenizou Palmas pela obtenção do licenciamento e explicou os procedimentos que deverão ser adotados a partir de agora para que as empresas recebam a licença de Instalação.  Considerou que de todas as fases previstas, a Licença Prévia é a mais importante no processo. ” É sempre um prazer para os técnicos do IAP trabalhar com fontes alternativas energia. Destacou que, finalmente, o Paraná começou a investir nas fontes fotovoltaicas e eólicas. ” Parabéns para Palmas que é pioneira na geração eólica e que estará recebendo este empreendimento que será o maior do Paraná”, finalizou.

PRIMEIRA FASE

A primeira etapa  de construção do Complexo Eólico Palmas(CEP) II terá início nos primeiros meses do próximo ano com a implantação da usina Tradição Piloto, com potência instalada de 6,6 MW. “A energia desse primeiro Parque Eólico, denominado “Tradição Piloto”,já está vendida.Permanecemos abertos a novos investidores nacionais e estrangeiros, bem como de empresas interessadas na aquisição de energia renovável e muito mais barata do que no mercado regulado”, destacou Pugnaloni.

Conforme anunciado anteriormente pelo o Diretor da INNOVENT no Brasil, será a utilizado um tipo de torre construída com treliças, muito usadas na Europa, na China e na Índia, mas ainda desconhecidas no Brasil, para suportar os geradores de 120 metros de altura, já que estas possuem igual resistência, mas sofrem muito menor tração lateral do vento.

O Diretor da Ventos do Sul, Ivan Gilioli, reiterou que a intenção é contratar parte dos serviços e produtos na região de Palmas, pois esta já se notabiliza em todo o Brasil como uma região fornecedora de serviços especializados no setor eólico.

COMPLEXO PALMAS II

Ao todo o empreendimento  terá oito parques eólicos – Campo Alegre, Pederneiras, Santa Cruz, Santa Maria, São Francisco, Taipinha, Tradição e Tradição Piloto – que deverão estar  interligados à subestação de Palmas, através de linha de transmissão de 28 quilômetros, com traçado  previsto para faixa de domínio da PRC-280.

A estimativa dos investidores é que durante a fase de implantação deverão ser gerados até 500 postos de trabalho diretos, entre as mais diversas funções e formações, onde pretende-se priorizar a contratação de mão de obra local. Posteriormente, para a operação e manutenção serão pelo menos 25 postos de trabalho fixos. Também haverão empregos diretos na execução de pelo menos 19 programas ambientais durante e após as obras.