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No programa Avante Segunda, da Rádio Onda Sul FM, que vai ao ar toda segunda-feira, a partir das 8h, o professor Luciano Steyer orienta carreiras, mas também discute gestão. Uma situação foi comentada na última semana, nela o ouvinte relata que sofreu preconceito por parte do entrevistador:

“Fui chamado para uma entrevista de emprego, fui dirigindo o carro do meu pai. O entrevistador disse que aparentemente eu não precisava do trabalho pois fui de carro. Fiquei aborrecido. Será que numa próxima vez devo ir maltrapilho?”

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Professor Luciano Steyer

Stayer inicia esclarecendo que é preconceito explícito afirmar que ter um carro significa vida mansa, tranquilidade ou falta do que fazer. “Vamos imaginar que na melhor das hipóteses o entrevistador não estivesse em um dia bom. No seu caso a entrevista deve ter sido um desastre, mas esse não é um fato isolado. Partimos do conceito de que todos os entrevistadores estão preparados e aptos a escolherem os melhores profissionais, mas não é sempre assim”.

Segundo ele perguntas mal formuladas, tempo curto para entrevistar, perda de foco e indiferença, já que alguns nem olham o currículo antes da entrevista, são alguns dos equívocos apresentados por entrevistadores. “Outra coisa é o caso do preconceito existe mais de caráter subjetivo, ou seja, fica muito mais no intelecto do entrevistador do que explícito na conversa”, comenta.

Em relação a escolha do traje para a entrevista ele orienta, “vista-se de forma apropriada. Cada cargo requer uma postura, procure um traje apropriado à empresa e o cargo ao qual está se candidatando”.