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Ampliar a segurança dos paranaenses com o uso da tecnologia. Esse é o propósito do deputado Subtenente Everton (PSL) com o projeto de lei (nº 148/2019), que trata da implantação de um sistema de reconhecimento facial em locais públicos, apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

Pela proposta, os órgãos da administração direta poderão implementar tecnologia de reconhecimento facial em locais públicos. O sistema de reconhecimento facial é um software que compara imagens de câmeras de segurança captadas em tempo real com imagens de bancos de dados da polícia. Quando duas imagens coincidem, um policial recebe uma mensagem do sistema para decidir se a pessoa será abordada ou não. Estima-se que o software custe R$ 18 milhões.

“Acredito que isso será mais uma ferramenta para reduzir a criminalidade. Além disso, contribuirá para o reconhecimento de suspeitos de assaltos, roubos, homicídios, entre outros crimes”, disse o deputado.

Em todo Brasil, há 304 mil procurados e 19,2 mil foragidos, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Subtenente Everton explica ainda que o sistema já começou a ser testado no Brasil. Foi na folia de Carnaval deste ano na Bahia e no Rio de Janeiro. Na Bahia, os 42 Portais de Abordagem da Secretaria de Segurança Pública espalhados por diversas regiões contaram com câmeras de reconhecimento facial. Lá, a Operação Carnaval contou com o apoio de 430 câmeras e 14 drones e ajudou a prender um foragido da polícia. No Rio de Janeiro, 34 câmeras de reconhecimento facial foram instaladas em Copacabana e levaram para a cadeia quatro criminosos com mandado de prisão em aberto, segundo a Polícia Militar (PM).

O Paraná é a quinta unidade da federação com o maior número de mandados de prisão em aberto (que aguardam cumprimento), são mais de 27,3 mil segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e ainda o estado enfrenta uma crise carcerária, ampliada pela superlotação de 29 mil detentos.

Neste ano três novas penitenciárias, com previsão de abertura de quase 1,1 mil novas vagas no sistema prisional devem ser inauguradas, as novas unidades fazem parte de um pacote de obras de ampliação da capacidade do sistema prisional do Paraná, que vai ganhar 6,3 mil novas vagas nos próximos anos, diminuído o déficit que passa de 10,5 mil vagas, segundo dados mais recentes publicados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Informações: ALEP/DEPEN