Foi preso na quarta-feira, 18, em audiência no Fórum da Comarca de Palmas, sul do Paraná, após ter a prisão preventiva decretada Vilson Alves de Lima.

No último dia 12, no bairro Esplanada, Vilson espancou violentamente o filho de 12 anos por não ajudar a irmã de 10 anos a realizar os trabalhos domésticos. Oito horas após á violência, as marcas pelo corpo da criança ainda eram vivas.

O menino foi encaminhado ao PAM (Pronto Atendimento Municipal) pelos conselheiros de plantão para exames médicos e o pai preso em flagrante, pelos policiais da RPA da 2° Cia de Palmas e conduzido a Delegacia de Polícia, acusado de lesão corporal e mãos tratos. Depois de ouvido, pagou fiança e foi liberado.

Analisando o caso, o Ministério Público de Palmas entendeu que a conduta não se tratava de lesão corporal e mãos tratos, mais sim crime de tortura conforme prevê o Art. 1, inc. II da Lei 9.455/97.

Segundo o Promotor de Justiça Substituto, Dr. Felipe Lisboa Barcelos, o Ministério Público fez uma reclassificação do delito para o crime de tortura o qual é inafiançável.

Com o objetivo de garantir a instrução criminal e a ordem pública, foi pedida a prisão preventiva do investigado, o que foi deferido pela Juíza de Direito da Vara Criminal de Palmas.