Em julgamento realizado nessa terça-feira (24), no Tribunal do Júri do Fórum de Pato Branco, Amauri Friede e seu filho Mauri foram condenados por homicídio em que foi vítima Gabriel Vargas, de 25 anos. O crime ocorreu no dia 25 de agosto de 2016, por volta das 19h20, no Polo Esportivo do bairro La Salle.

O julgamento, que iniciou às 9h e terminou por volta das 20h30, foi presidido pelo juiz Eduardo Faoro. Na acusação atuou o promotor Vitório Alves da Silva Junior e na defesa dos réus os advogados Luiz Carlos Lazarini, e Marks Luan. O júri popular foi composto por sete jurados, que decidiram pela condenação de pai e filho.

Ao final do julgamento, o juiz Eduardo Faoro leu a sentença. Amauri e Mauri foram condenados a 14 anos e três meses de prisão em regime fechado. A defesa informou que irá conversar com os clientes e deverá recorrer principalmente com relação a pena de Mauri.

Relembre o caso

Pelo que foi levantado na época pelas polícias Civil e Militar, com testemunhas, o autor do crime chegou ao local na companhia do seu filho de posse de uma arma de fogo e no desentendimento atirou em Gabriel, que foi atingido no peito. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital.

Pai e filho deixaram o local e foram em direção ao prédio em que residiam e teriam utilizado um Toyota Etios na fuga. Os policiais encontraram uma capsula deflagrada de calibre 28 no local do crime, que teria motivação passional.

Posteriormente, pai e filho se apresentaram com advogado para o então delegado-chefe da 5ª Subdivisão Policial (5ª SDP), Getúlio de Morais Vargas, quando entregaram uma espingarda cano serrado, calibre 28, que foi utilizada no crime. Segundo o delegado, Amauri confessou ser o autor do disparo de arma de fogo que matou Gabriel, mas ele e seu filho Mauri alegaram legítima defesa. Eles disseram que Mauri vinha sendo ameaçado por familiares da sua ex-mulher, que teve um caso com Gabriel.

Conforme o delegado informou na época, pai e filho confirmaram que houve um desentendimento durante um jogo de futsal com parentes da ex-mulher de Mauri, quando Gabriel teria se envolvido e partido para cima de Amauri, que efetuou o disparo. No entanto, o delegado também informou que a versão dos acusados não batia com a de três testemunhas que já tinham sido ouvidas.

Fonte e foto: Diário do Sudoeste.