Depois de cerca de quatro meses de investigações intensas, a Polícia Civil de Pato Branco no sudoeste do Paraná, prendeu dezesseis envolvidas em um esquema e  falsificação de carteiras de habilitação. Dos presos, nove fazem parte de uma organização criminosa responsável pela falsificação de habilitações e as demais teriam comprado e estavam usando os documentos falsos.

As prisões ocorreram durante a “Operação Olaria” deflagrada entre a madrugada e manhã desta quarta-feira (10) nas cidades de Balneário Camboriú, Xanxerê e Maravilha em Santa Catarina; Frederico Westphalen (RS), Iguatemi (MS) e nas cidades Paranaenses de Palmas, Pato Branco e  Clevelândia, essa última onde ocorria a falsificação dos documentos.

De acordo com a delegada Franciela Alberton Biava, que coordenou a investigação, a organização tinha sua sede numa empresa de cerâmica, com objetivo de não levantar suspeita. Outra tática usada para negociar os documentos falsos era se referir como “milheiro de tijolo” para cada habilitação. Com os envolvidos, a polícia apreendeu papel usado na confecção das CNHs, munições, uma arma de fogo, computadores, impressoras entre outros objetos.

Segundo a polícia, nenhum funcionário do Detran está envolvido na fraude. Os documentos eram feitos pelo chefe da organização, Valdenir Zen da Paixão, popular Val, que foi preso em Palmas. Os demais eram responsáveis pela venda das CNHs a motoristas interessados que pagavam entre R$ 1.500,00 e R$ 2.500,00, dependendo da categoria exigida.

Os envolvidos na falsificação e venda tiveram a prisão preventiva decretada pela justiça e foram autuados pelos crimes de formação de organização criminosa falsificação de documento público. Já os motoristas que adquiriram e estavam usando as habilitações falsas, foram autuados pelo uso de documento falso. Todos permanecem presos a disposição da justiça.

Além do chefe da organização, os demais detidos são: Ariomar da Silva Valek (Palmas), Carlos (Clevelândia), Ari Werlang (Maravilha – SC), João Celestino e Margarete (Iguatemi – MS), Givanildo popular Giva de Xanxerê (SC), Gilmar de Frederico Westephalen (RS), Elizeu de Pato branco (PR). mas ainda falta a prisão de um envolvido. Paulo Cezar Gomes Damasceno não foi encontrado em Clevelândia durante a operação e já é considerado foragido.

Os nomes dos motoristas que usavam  documento falso não foram divulgados pela Polícia Civil. Essa é a terceira organização criminosa que atuava no sul do Brasil que a Polícia Civil de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, desmantela em menos de dois anos. A delegada Franciela, bem como o delegado chefe da 5ª SDP ressaltaram o apoio recebido das policias de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul durante as diligências e, principalmente, na operação desta quarta-feira (10).

Assista o vídeo com a preparação e trechos da operação:

Fotos: Polícia Civil / Evandro Artuzi