Donos de farmácias de Francisco Beltrão estão assustados com a crescente onda de assaltos dos últimos dias. Em uma semana quatro farmácias foram assaltadas. Em todos os casos, os ladrões usaram armas de fogo para ameaçar funcionários e clientes. O horário escolhido pelos bandidos para agir é entre as 19 e 21 horas. Todos os casos foram relatados à Polícia Militar, que imediatamente fez buscas, mas em nenhum caso conseguiu localizar os suspeitos que, na maioria das vezes, foge de moto.

De acordo com o Tenente Marcelo Pereira, comandante da 1ª Companhia do Batalhão de Francisco Beltrão, as equipes que estão na rua tentam agilizar ao máximo a chegada nos locais assaltados e, assim que obtém as características dos suspeitos, buscas são realizadas em toda a cidade, mas infelizmente os envolvidos não são encontrados.

O oficial afirma que todos os boletins de ocorrência, bem como as imagens de câmeras de monitoramento dos locais assaltados, são encaminhados à Polícia Civil, responsável pela identificação. “Fizemos o que está ao nosso alcance, mas infelizmente não conseguimos estar em todos os lugares ao mesmo tempo, embora nossas equipes façam rondas pela cidade inteira. Infelizmente não gostaríamos de registrar esse tipo de situação, mas elas têm acontecido. Já repassamos imagens e informações à Polícia Civil, porém sabemos que é difícil chegar aos envolvidos. Para que isso ocorra, requer investigação e provas para conseguir um mandado de busca e apreensão, por exemplo. Quando são identificados os responsáveis é bom lembrar que não depende só da polícia a prisão, fora do período de flagrante é necessária ordem judicial”, frisou.

Já temos algumas informações que podem nos levar aos suspeitos, destaca Ricardo Faria dos Santos, delegado adjunto da 19ª SDP. Foto: Evandro Artuzi/RBJ
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Já temos algumas informações que podem nos levar aos suspeitos, destaca Ricardo Faria dos Santos, delegado adjunto da 19ª SDP. Foto: Evandro Artuzi/RBJ

O delegado adjunto da 19ª SDP, Ricardo Faria dos Santos é quem está à frente das investigações e garante que designou todas as equipes do setor cometente para elucidar esses roubos. Ele lembra que os roubos foram cometidos por pessoas diferentes e a investigação está bastante adiantada no que se refere a identificação dos suspeitos. Assim que concluídas as diligências, devem ser solicitadas ao Poder Judiciário as prisões e apreensões dos investigados. Para agilizar o processo de identificação, o delegado pede ajuda da comunidade com denúncias. “ A comunidade é o braço da polícia e todas as informações são bem-vindas. As vezes a pessoa sabe de algo, mas pensa que a informação é insignificante, porém são os pequenos detalhes que as vezes completam o quebra cabeça de uma investigação e nos ajudam a resolver os crimes”, adiantou.

As vítimas entendem e confiam no trabalho da polícia, no entanto pedem uma atenção maior do Ministério Público e do Poder Judiciário que, no caso de prisões, mantenha os envolvidos presos. José Luiz Franco Zilmann é dono de uma farmácia no Bairro da Cango e já esteve na mira dos ladrões três vezes, duas vezes foi roubado e uma vez foi ameaçado.

O último em que foi vítima aconteceu nessa segunda-feira (04). Ele conta que estava ]fechando o caixa, por volta das 19 horas, quando um rapaz armado entrou e deu voz de assalto, exigindo o dinheiro. A esposa de José Luiz, que está grávida de 7 meses, chegou ficou na mira de um resolver e ainda está bastante assustada. O farmacêutico relatou à reportagem da Onda Sul FM, que sente muito medo e já mudou o horário de atendimento. Antes fechava as 21 horas e atualmente está encerrando as atividades às 20 horas.

Quem também já foi vítima dos ladrões é Valdecir Fabian, dono de uma farmácia no bairro Vila Nova. O local já foi invadido por ladrões duas vezes. Na última ação, que ocorreu na semana passada, cerca de R$ 500,00 foram levados. Segundo ele, a funcionária ficou traumatizada e com medo de continuar trabalhando no horário noturno. A exemplo dos colegas, espera que os envolvidos sejam presos e que realmente fiquem na cadeia por um bom tempo.

Claudio Zientarski também tem uma farmácia no Bairro da Cango. Embora nunca tenha sido assaltado, se solidarizou aos colegas e revela que sente muito medo. “A situação é bastante complicada, fica eu e meu filho na farmácia e minha família cada pouco liga para ver se está tudo bem. Acho que nunca fomos roubados, ainda, por que tem um bar próximo e o movimento no local é grande, isso deve afugentar os ladrões”, resumiu.