Em entrevista coletiva no final da tarde desta terça-feira (07), o juiz da Vara da Fazenda Pública de Palmas, Eduardo Ressetti Pinheiro Marques Vianna, falou sobre a situação da Cadeia Pública do município e as informações de que a unidade poderia se tornar um centro de triagem.

Salientou que não houve qualquer decisão do Poder Judiciário de Francisco Beltrão para a transferência de detentos de Palmas, sendo que a possibilidade de tornar a unidade prisional palmense em um centro de triagem estava apenas em discussão entre Secretaria de Segurança Pública e Departamento Penitenciário (Depen).

Com base em proposição da Procuradoria Geral do Município (PGM), o magistrado determinou que o Governo do Estado, Secretaria de Segurança Pública e Departamento Penitenciário prestem esclarecimentos, com o envio de informações sobre a decisão de tornar a Cadeia de Palmas em local de referência para o atendimento de detentos com suspeita da Covid-19. Ouça a entrevista no player abaixo:

 

O prefeito municipal, Kosmos Nicolaou, pontuou que Palmas não teria condições de assumir essa nova responsabilidade, diante da realidade do setor carcerário e da própria saúde pública do município. Ouça a entrevista no player abaixo:

 

O presidente da Câmara de Vereadores, Marcos Gomes, representando todos os integrantes do Poder Legislativo, também manifestou posicionamento contrário à possibilidade da Cadeia Pública ser transformada em um centro de triagem. Salienta que o município não pode assumir essa responsabilidade, que ele aponta ser dos governos estadual e federal. Ouça a entrevista no player abaixo:

 

Em requerimento apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Luiz Fernando Guerra pede providências aos órgãos de segurança, para que a proposta de mudança na Cadeia de Palmas não se concretize, pontuando que o município não apresenta condições para tal finalidade. Ouça a entrevista no player abaixo:

 

Em nota de repúdio, a subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Palmas também se manifestou contrariamente. Para o presidente da subseção, Eduardo Tobera Filho, a decisão foi precipitada, sem discussão com as autoridades municipais e sem análise das condições de saúde e de segurança. Ouça a entrevista no player abaixo:

 

O chefe da Cadeia Pública, Alexander Aquino, reforçou que até o momento não há definições em torno do assunto, sendo apenas uma discussão entre os órgãos de segurança. Explicou que, caso a unidade se tornasse um centro de triagem, seriam recebidos presos de diferentes comarcas, que passariam por isolamento, mas que não, necessariamente, tivessem qualquer tipo de doença. Porém, salienta que o processo envolveria uma estruturação do local, com profissionais médicos, além de equipes de segurança especializadas. Ouça a entrevista no player abaixo: