A infra-estrutura e as situações precárias das cadeias públicas sempre geraram grandes debates entre políticos, poder judiciário e população.

 

Em Chopinzinho, no sudoeste do Paraná, a situação não é diferente, devido à precariedade da carceragem da Delegacia de Polícia Civil da Comarca de Chopinzinho, a Juíza da Vara Criminal, Daniela Maria Kruger, determinou no mês de abril a interdição da cadeia.

 

 

A decisão veio depois de uma ação do Ministério Público de Chopinzinho, através da promotora, Maria Fernanda Salvadori.

 

No inquérito está descrito, “Trata-se de um pedido formulado pela representante do Ministério Público para decretação administrativa de interdição da carceragem da delegacia de polícia Civil desta comarca de Chopinzinho, alegando em síntese, que a carceragem anexa à Delegacia de Polícia deste município encontra-se em situação precária, que foi instaurado, procedimento administrativo (MPPR 35.13.27-2); que nos últimos quatro meses houve fuga de três detentos em razão das precárias condições de conservação e segurança, somando ao fato de que não há policiais civis suficientes para permanecer na delegacia 24 horas por dia. Que a parte interna da carceragem é um ambiente insalubre e inseguro.”

 

Em descrição na ação também fica evidente que, “as instalações sanitárias em razão disso, são precárias. O cheiro de esgoto é constante. Não só nas áreas de banho e destinadas às necessidades fisiológicas, mas em todo o recinto”.

 

Para o promotor Emiliano Motta que acompanha o trabalho devido à promotora Maria Fernanda estar de férias, as condições de infra-estrutura e a falta de segurança foram fundamentais para interditar o estabelecimento, “a interdição da cadeia foi fundamentada na falta de condições, tanto de segurança quanto de acolhimento das pessoas detidas. Há algum tempo a cadeia pública vem tendo problemas de fugas, as condições não são ideais, a própria Polícia Civil não tem efetivo suficiente para investigar da melhor forma, são poucos políciais e esses estariam em desvio de função cuidando das pessoas presas”.

 

As pessoas que estavam detidas na cadeia do município foram transferidas, e agora com a decisão mais nenhum preso ficará em Chopinzinho, possibilitando que os policiais possam desenvolver o seu trabalho com mais liberdade, não sendo impedido devido a ter que ficar cuidando dos detentos.

 

“Com a interdição os policiais não vão estar mais em desvio de função, vão estar nas ruas cuidando de atividades afins”. Acrescenta o promotor.

 

Agora a pessoa que for presa será transferida para a delegacia de pato branco. “A pessoa que é presa em flagrante permanece na delegacia enquanto tem a lavratura do auto de prisão em flagrante. Se não for o caso de fiança ou ele não for liberado imediatamente ele é transferido para Pato Branco, ficando detido na subdivisão”. Frisa Motta.