O frio chegou, as temperaturas baixaram repentinamente e o fogão a lenha voltou a dar o ar da graça, após meses inativo. O frio pegou muitos de surpresa e para aqueles despercebidos e que não fazem o uso do velho fogão a lenha, os aquecedores elétricos ou a gás auxiliam na hora de se aquecer, nas noites frias.

Por ser prático e com preço acessível ao consumidor o produto é o mais procurado nessa época do ano. Se você está pensando em comprar um, atenção! Ele deixa o ambiente aquecido, confortável, mas é melhor não abusar. Em excesso, o aparelho pode prejudicar a saúde de toda a família, além de causar acidentes.

Para o comandante do quartel do Corpo de Bombeiros de Palmas, sul do Paraná, Sargento Clóvis Maccari, os acidentes acontecem quando os aquecedores ficam sem utilidade por meses, empoeirados nos armários, com fios soltos o que pode provocar um curto, ao ser ligado na energia. Para ele o aparelho tem que passar por uma revisão antes de ser utilizado “um curto-circuito pode causar incêndios e os danos são muito grandes” alerta Macari.

Para evitar surpresas desagradáveis o Corpo de Bombeiros emitiu uma nota com  algumas dicas importantes sobre esses aparelhos elétricos:

1– Revise com pessoal técnico os aparelhos antes de sua utilização. Nunca faça o conserto você mesmo;

2– Mantenha as crianças a uma distância segura, pois pode haver a possibilidade de queimaduras em caso de contato direto com o aquecedor;

3– Fique atento enquanto o aparelho estiver funcionando. Muitas vezes ele pode cair ou encostar em materiais combustíveis, causando incêndios;

4– Mantenha circulação de ar no ambiente, pois os aquecedores “queimam” o oxigênio do ambiente e podem levar à morte por hipóxia;

5– Faça a instalação, fixação e uso desses aparelhos de acordo com o manual de instruções.

Além dos aquecedores elétricos, os a gás do tipo “de passagem” têm se constituído em potenciais causadores de acidentes envolvendo intoxicações que frequentemente levam os seus usuários a óbito. No Paraná acontece uma média de 08 (oito) casos por ano de morte por intoxicação pelo gás monóxido de carbono.

Esse gás é gerado pela queima incompleta do combustível em função da falta de manutenção dos queimadores dos aquecedores e também em função da falta de ventilação adequada nos ambientes onde estão instalados. O gás tem uma característica singular de não apresentar cheiro nem gosto. A pessoa inala o gás sem perceber qualquer anormalidade. Quando a intoxicação chega a um determinado nível pode ocorrer o desmaio da vítima e provavelmente ocorrerá a morte.

A Instalação e o uso correto do Aquecedor à Gás:

O aquecedor deve ser instalado em lugar ventilado, deve obrigatoriamente possuir chaminé de exaustão e deve passar por uma manutenção, no mínimo anual, para a regulagem dos queimadores. (Os fabricantes fornecem a maneira correta da instalação e deve ser seguida)

Identificando o Aquecedor em mau funcionamento:

Observe a coloração da chama dos queimadores. Se a chama apresentar coloração azul é sinal que os queimadores estão regulados e a combustão está sendo completa e não deverá estar sendo produzido o gás letal. Se a chama apresentar coloração amarela é sinal que os queimadores estão sem regulagem e a combustão não está sendo completa e o gás monóxido está sendo produzido e, neste caso, há risco à saúde. O Aquecedor deve ser submetido imediatamente à manutenção.

O monóxido de carbono também é produzido pela combustão de derivados de petróleo em motores à explosão (veículos automotores, geradores de energia etc.) e estes, devem funcionar sempre em ambientes arejados.

Outra causa comum de acidentes com monóxido de carbono é a queima de carvão vegetal, utilizado para aquecer ambientes confinados (guaritas de vigias, barracos etc.). Esta prática poderá levar o usuário a óbito.

Um recurso frequentemente utilizado durante o inverno segundo Macarri é a queima de álcool em dormitórios e banheiros com o intuito de aquecer o ambiente. Este procedimento, embora menos perigoso, pode produzir a queima do oxigênio, levando o usuário à asfixia.