Vem crescendo o número de cães que estão morrendo vítima de envenenamento em Palmas, sul do Paraná. Nos últimos dias pelo menos cinco cães foram intoxicados na cidade. Não há um número preciso de quantos já morreram desde o mês passado. Os casos envolvem também animais que não estão nas ruas.

A problemática foi apresentada pela presidente da ONG APA – Associação de Proteção Animal, professora Adriana Couto Pereira, que salientou o que o fato em Palmas ocorre através de ondas de envenenamento. “Recebemos várias denúncias de que cães foram exterminados”, disse ela. Citou o caso de que no bairro Divino, três cães que estavam no interior do pátio de uma residência foram envenenados e morreram.

Nos casos em que foi possível diagnosticar a causa, ficou constatada a ingestão carne com cacos de vidro e também o veneno conhecido como “ chumbinho”, que o atinge o rim, o fígado e o pulmão e provoca asfixia e insuficiência respiratória do animal, com efeitos entre 10 a 15 minutos depois ter sido ingerido pelo animal. Em alguns casos a causa da morte foi por ingestão da substância tóxica, estricnina. Os cães infectados não socorridos a tempo sofrem morte dolorosa, que começa com severas contrações musculares até o colapso do sistema cardiorrespiratório.

Ressaltou a presidente da ONG que é necessário que os proprietários dos animais atingidos registrem Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia, pois a prática de envenenamento é um crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, onde o praticante de abuso maus tratos, ferimentos ou mutilações de animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos pode ser penalizado com detenção de 3 meses a um ano e multa. “Somente com a existência de Boletim de Ocorrência é possível iniciar investigação e solicitar materiais que possam levar a identificação dos criminosos”, informou a dirigente da APA.

Orientou que diante de um quadro de intoxicação por produtos químicos, deve-se aplicar água e sal em abundância na garganta dos animais através de uma seringa sem agulha, provocando o vômito e imediatamente buscar atendimento de um veterinário. Caso os animais tenham ingerido carne com vidro, a prática não deve ser adotada, sob risco de feri-lo ainda mais internamente e a ação mais eficiente é buscar um profissional.