O Poder Judiciário da Comarca de Chapecó, Oeste de Santa Catarina, decretou a prisão preventiva dos suspeitos presos na Operação Leprechaun, deflagrada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil catarinense no último domingo (15). Na operação, além da apreensão de drogas, sete pessoas foram presas, dentre elas, quatro jovens da cidade de Palmas, Sul do Paraná. A defesa dos palmenses alega que os jovens são apenas usuários, não traficantes.

De acordo com a Polícia Civil, após vários meses de investigações, agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC) flagraram, no mês de setembro, alguns integrantes do grupo criminoso realizando a distribuição de comprimidos de ecstasy a compradores. Na ocasião, dois traficantes foram capturados, portando mais de 250 comprimidos de ecstasy e dois tubos cheios da substância conhecida como “cheirinho da loló”, entorpecente preparado clandestinamente, com base em clorofórmio e éter.

Após essa apreensão, os investigadores intensificaram o trabalho, descobrindo a identidade de outras quatro pessoas envolvidas no esquema de tráfico de drogas, desvendado ainda o itinerário dos entorpecentes, que saíam de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, passando por Erechim, também no Estado gaúcho, sendo despejada em festas eletrônicas em Chapecó.

Com base nas informações, o sábado (14) e o domingo (15), a Polícia Civil monitorou os investigados e obteve êxito em apreender com eles 76 comprimidos de ecstasy quando se preparavam para deslocar até uma festa noturna no município chapecoense.

O Departamento de Jornalismo da Rádio Club/RBJ foi procurado na manhã desta quarta-feira (18) pelo advogado Arthur Losekan, que defende os quatro jovens palmenses, para apresentar o posicionamento dos seus clientes.

Conforme ele, por respeito e por não ter autorização dos familiares, não foram citados os nomes dos seus clientes, “até porque (o caso) ainda está na fase de inquérito, não há uma ação penal, por isso não seria correto estar informando nomes”.

Sobre os fatos, rebate a versão da Polícia, afirmando que os seus clientes não eram investigados, mas sim, apenas uma pessoa, que realizava a comercialização de drogas sintéticas na região. Segundo Losekan, essa pessoa, inclusive, já possuía um mandado de prisão, sendo que na noite de sábado (14), os policiais foram à residência do indivíduo para efetuar essa prisão.

Porém, relata o advogado, os jovens palmenses teriam ido à esse mesmo local, para adquirir entorpecentes “para uso pessoal e não para comercializar, quando acabaram sendo presos como se traficantes fossem”. Salienta que, de fato, os jovens são usuários de entorpecentes, “mas estavam no local errado e na hora errada”.

Informa que já foi apresentado o pedido de revogação das prisões, com perspectiva de que até esta quinta-feira (19), haja uma resposta do Poder Judiciário.

Ouça a entrevista no player abaixo: