Em reunião realizada no inicio da semana, a 7ª Regional de Saúde anunciou a confirmação de casos de leishmaniose em cães no município de Pato Branco, Sudoeste do Paraná. A unidade afirma que os casos estão isolados em apenas uma região e que estudos serão aprofundados para se dimensionar a realidade da doença no município.

A preocupação das autoridades de saúde é com a possibilidade de transmissão para humanos. A leishmaniose é uma zoonose, transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha, e pode existir de duas formas – cutânea (tegumentar) e visceral, esta última mais rara na região Sudoeste.  Os cães são os principais hospedeiros.

De acordo com a Vigilância Sanitária de Palmas, município da área de abrangência da 7ª Regional de Saúde, entre 2016 e 2017, foram notificados dois casos de leishmaniose tegumentar. Os materiais coletados foram encaminhados para análise por parte do Laboratório Central do Estado e tiveram resultado negativo para a doença.

A chefe da divisão de Vigilância Sanitária, Karine Prezotto Tobera, explica como é realizado o fluxo de atendimento em caso de suspeita de leishmaniose tegumentar. Conforme ela, “o paciente que apresenta sintomas e lesões característicos da doença, é encaminhado para exames e imediatamente é feita a notificação e encaminhada para o setor de Epidemiologia, que registra a notificação no Sistema de Informação de Agravos de Notificações e encaminha o material coletado para o Lacen”.

Os resultados dos exames demoram entre 15 e 20 dias para serem apresentados. Karine salienta que durante este período o paciente faz uso de medicamentos prescrito pelo profissional médico através de análise clínica.

Mais sobre a leishmaniose

Doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos.

Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”.

A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos freqüente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.