Na manhã deste sábado (11), o Curso de farmácia da UNISEP está promovendo uma campanha em prol do uso racional de medicamentos. A farmacêutica e Coordenadora do Curso, Caroline Munhoz, alerta que milhares de pessoas morrem por ano no Brasil, devido a intoxicação.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), 30% de todas as intoxicações que ocorrem no Brasil são ocasionados pelo uso excessivo ou incorreto de medicamentos “a população não está usando na dose, tempo correto e para a situação adequada”. Desse modo, a ação visa orientar a população, “quem tem dúvidas sobre para que serve o medicamento, qual é o melhor momento de usar”.

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(Foto: Julio Bueno)

A farmacêutica alerta para o risco de ter uma “farmacinha” em casa, “não estou dizendo que a gente não deve ter um medicamento para febre, mas o grande problema é você comprar um medicamento e deixar guardado o que restou, querendo usar numa próxima situação. Muitas vezes a gente não se dá conta, mas nesse meio tempo, pode se passar um ano, talvez até mais do que isso e o medicamento já ter vencido”.

Durante a manhã serão recolhidos esses medicamentos fora da validade e encaminhados para a destinação correta. Vale destacar que o lixo comum não é o lugar adequado para o descarte, que pode inclusive gerar a contaminações do ambiente. “Estaremos verificando a pressão arterial, e testes de glicemia, os famosos testes de diabetes”, uma manhã de orientação para a população a respeito do uso correto dos medicamentos, a importância de só usar quando for necessário, e na quantidade adequada.

O uso incorreto de medicamentos pode provocar vários problemas, “pois você está mascarando um problema de saúde que precisa ser diagnosticado. Muitas vezes usar o analgésico para dor de cabeça, todos os dias, vai melhorar a sua dor, mas você não descobre qual é a causa dela”.

Os medicamentos feitos com base em plantas medicinais (fitoterápicos) quando usados de forma exagerada acabam sendo prejudiciais, “nem sempre porque é natural não faz mal, não é tóxico, não tem efeitos colaterais. Tudo tem uma medida adequada e nós temos que respeitá-la”, orienta.