O Governo de Santa Catarina, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), juntamente com o Ministério da Saúde, está reforçando o incentivo à vacinação contra a febre amarela, após Minas Gerais notificar casos e óbitos suspeitos da doença. O período entre dezembro e maio é o que de maior incidência de casos com transmissão considerada possível em grande parte do Brasil.

Ao todo, 162 municípios catarinenses integram que integram a Área com Recomendação de Vacina contra Febre Amarela. Praticamente todos os municípios que fazem divisa ou estão na faixa de fronteira entre Santa Catarina e Paraná estão inclusos, entre eles Abelardo Luz, Água Doce, Calmon, Dionísio Cerqueira, Ipuaçu, São Domingos, Ouro Verde, Galvão, Passos Maia, Ponte Serrada e Porto União.

Os 42 municípios do Sudoeste do Paraná também integram a Área de Recomendação, segundo relatório do Ministério da Saúde. A orientação é que quem ainda não é vacinado e pretende viajar para essas áreas deve procurar um posto de vacinação pelo menos 10 dias antes da viagem. A imunização oferece total proteção contra a doença, que pode ter curta duração ou evoluir para formas graves e levar até mesmo à morte

Os sintomas iniciais da doença são febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Quando a doença evolui para a forma grave, há aumento da febre, diarreia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) com comprometimento dos órgãos vitais como fígado e rins.

A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos, presente em países da África e das Américas Central e do Sul. A transmissão pode ocorrer de duas formas: silvestre e urbana. Mas se trata de uma só doença.

Na forma de transmissão silvestre, os vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que mantêm a circulação do vírus entre os macacos, podendo, também, transmitir ao homem, caso esteja nesse ambiente sem estar vacinado. Na forma de transmissão urbana, o veículo do vírus é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, da febre do chikungunya e da zika.