O município de Palmas, Sul do Paraná, aplicou R$ 22,5 milhões na área da saúde no ano de 2016. Os números foram apresentados durante reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde, realizada na terça-feira (14), na Câmara de Vereadores.

Destacou o contador da prefeitura municipal, Ezequiel Goulart, que já há algum tempo, Palmas está aplicando índices muito superiores aos exigidos por Lei na área da saúde. Salienta que cerca de um terço do total  gasto no setor é oriundo de recursos específicos direcionados pelas esferas federal e estadual. “Os outros dois terços, mais de R$ 14 milhões, têm que sair das outras fontes de receita do município”, aponta.

Avalia que o município tem um perfil diferenciado das demais cidades da região, por isso, gastos com saúde e educação crescem a cada ano, porém, sem o aporte financeiro necessário por parte das outras esferas governamentais. “Por exemplo, nós temos mais alunos na rede municipal de ensino do que Pato Branco. Ou seja, Pato Branco tem uma estrutura de investimentos três vezes maior e um tamanho de operacionalidade menor que de Palmas”, analisa Goulart, citando situação semelhante na área da saúde. “Nascem mais crianças em Palmas do que em Pato Branco. Mas eles recebem cinco vezes mais recursos para saúde do que nós.”, enfatiza.

Diante do fechamento das contas de 2016, Goulart avalia que esse ano será de dificuldades para os gestores municipais, uma vez que, baseado em índices indicadores da saúde, educação e assistência social, as demandas nesses setores continuarão crescendo, percentualmente, mais do que a arrecadação. Lembra que no último ano, foram realizados dois repasses federais de recursos da repatriação. “Mas não trata-se de uma receita oficial, são casos pontuais, que possibilitaram ao município pagar todas as suas contas da saúde dentro do último exercício. Mas como sabemos que esses repasses não irão se repetir, o desafio de 2017 será ainda maior”, alerta.