O transtorno bipolar (TBP), conhecido popularmente como Bipolaridade, é uma doença caracterizada por alterações de humor, com fases de depressão e euforia (mania), que atinge entre 1% e 2% da população mundial. Esse transtorno afetivo, possui quatro especificações, sendo Tipo 1, Tipo 2, ciclotimia e o não específico.

A psicóloga, Dilma Schirr, comenta que o tipo 1 é o mais grave, onde a pessoa tem a euforia muito acentuada e o sintoma acentuado de depressão, “uma doença gravíssima e que necessita de medicação até o fim da tua existência”, enquanto os outros têm sintomas mais leves.

Existem três fatores que determinam a bipolaridade, a hereditariedade em 70% dos casos, principalmente nos traumas infantis – abusos graves, violência física, violência sexual, pobreza, miséria extrema -, as crianças que passaram por esse tipo de experiência vão ter uma bipolaridade mais grave e de forma precoce.

  • Compartilhe no Facebook

(Imagem Ilustrativa)

O segundo fator que vai influenciar nessa doença é a sensibilidade de cada um, o seu limiar baixíssimo para frustração e também como os pais constroem a educação e a personalidade destas crianças, a família, a cultura, tudo isso vai influenciar num quadro mais grave ou menos grave de bipolaridade.

Outra característica é quando a pessoa está em depressão profunda, com  sintomas de tristeza, desânimo pela manhã, sentimento de fracasso, culpa, desespero, falta de auto estima, irritabilidade, perca do apetite, diminuição do desejo sexual, obsessão por um comportamento pessimista, negativio e catastrófico.

Segundo a psicóloga, desconstruir esse pensamento é uma tarefa difícil, pois existe uma cronicidade, uma percepção distorcida dos fatos, “a pessoa não conclui pensamento nenhum, tem uma fala muito rápida, que sai do normal, apresenta fuga de ideias, ideias exageradas, grandes, onipotentes. A pessoa dorme pouco e acorda ótima, emagrece muito rápido, apresenta irritabilidade se alguém contradiz os seus argumentos, e sai fora totalmente da sua objetividade de vida, da sua funcionalidade”.

A doença possui tratamento, mas para isso é necessário primeiramente procurar um psiquiatra, “não existe possibilidade de um bipolar não ser tratado psiquiatricamente”, informa. Em segundo, terapias para compreender o quanto essa doença influencia na vida do indivíduo e em toda sua rede de apoio, “as pessoas falam muito erradamente sobre a doença, criticam, distorcem, têm a percepções que são pessoas vadias que não querem fazer nada, que só destroem as famílias”, desse modo, o entendimento da doença pelos familiares é aspecto fundamental.

A atividade física constante e atividade espiritual, são fundamentais, além de evitar o álcool e outras drogas, “um bipolar cai facilmente no álcool, cocaína, anfetaminas e todos os derivados que você puder imaginar, porque muitas vezes ele tem uma doença primária não tratada, potencializando ainda mais o problema”. Segundo a psicóloga, muitas pessoas estão sofrendo com um bipolar dentro de casa sem saber, pois não houve o diagnóstico, “as pessoas não falam sobre isso, mas é uma doença que deve ser tratada, pois não é normal e pode causar sérios problema para o indivíduo”.

Confira o áudio na íntegra: