O município de Palmas, sul do Paraná, está perdendo benefícios governamentais pela falta de cadastro da população no Ministério da Saúde. Apenas 11 mil (23%) dos 48.600 habitantes constam na base de dados, impedindo o enquadramento em várias políticas públicas de saúde e impedindo ampliação da estrutura de atendimento básico. A informação é da Diretora de Saúde do município, Dalva Zago. “É como se Palmas não existisse”, disse ela na manhã de hoje(15) no Programa Dinâmica 1050 da Rádio Club AM onde defendeu que o município precisa ter 100% da população cadastrada.

Informou que está sendo iniciado um cadastramento total da população através da estrutura do setor público que espera contar com o auxílio do Exército, Instituto Federal e outras instituições para quantificar e qualificar a gestão da informação,  para ampliar a estrutura e qualidade no atendimento á Atenção Básica. O município que poderia ter sete programas de saúde bucal custeado pelo Ministério da Saúde, não dispõe de nenhum e com isso, recai sobre a prefeitura o custo pelo pagamento de 9 dentistas com 20 horas semanais e outros 2 com 40 horas.

Pelo mesmo motivo o município deixa de contar com cinco novas equipes do Programa Saúde da Família (PSF), o que elevaria o número para 12 suficiente para alcançar 75% de cobertura da população local. “Palmas está anos luz atrasada em saúde pública por falta de atenção básica. Nossa meta é cadastrar 100% dos moradores até junho, para Palmas existir no Ministério da Saúde e então levarmos os projetos para serem aprovados em Brasília”, reforçou.

Garantiu que com o cadastro pronto todos os projetos encaminhados serão aprovados, pela condição de vulnerabilidade e risco que enfrenta grande parcela da população. Além disso há a característica de diversidade cultural, com a presença de aldeias indígenas e três comunidades quilombolas. “Recebendo recursos nós vamos melhorar a qualidade da saúde da população de Palmas”, garantiu a Diretora.