Já em meados de 2013 a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), fazia o alerta no Brasil após a constatação feita nos Estados Unidos de que as pessoas nascidas entre 1945 e 1965 têm cinco vezes mais riscos de estarem contaminadas. A campanha é para que este grupo procure uma unidade básica de saúde (postos ou Clínicas da Família) e faça um teste de hepatite C.

O teste é necessário porque a doença não apresenta sintomas em 95% dos casos, sendo comum o diagnóstico já em estágio avançado. Depois de 20 anos, a infecção evolui para cirrose em 25% dos pacientes, tudo de forma assintomática. A cirrose provoca a falência do fígado e, se não tratada, leva à morte. A explicação é que tal geração cresceu numa época em que eram comuns o uso de seringas de vidro e transfusões de sangue não testados para a hepatite C, só descoberta em 1989.

O teste de hepatite C é feito por meio de exame de sangue, que detecta a presença de anticorpos contra o vírus no organismo. Caso dê positivo, um outro exame, que analisa o material genético do vírus, é feito. Mais um positivo aponta a necessidade de biópsia do fígado para indicação de tratamento.A explicação do que esta geração esteve mais exposta ao risco de contaminação, foi porque ela cresceu numa época em que eram comuns o uso de seringas de vidro e transfusões de sangue não testados para a hepatite C, só descoberta em 1989.

O alerta é que quanto mais cedo vier o diagnóstico, mais fácil é a cura. Estima-se que 3 milhões de pessoas tenham hepatite C, mas só 12 mil sabem e estão sendo tratadas. 

 

O que é Hepatite C?

 A hepatite C é uma doença viral que leva ao inchaço (inflamação) do fígado.

Causas

 A infecção por hepatite C é causada pelo vírus HCV. Pessoas que podem estar em risco de contrair hepatite C são aquelas que:

Estiveram em diálise renal por longo tempo

Têm contato regular com sangue no trabalho (por exemplo, profissionais da área de saúde)

Têm contato sexual sem proteção com uma pessoa que tem hepatite C (isso é menos comum, mas o risco é maior para aqueles que têm muitos parceiros sexuais, já têm doença sexualmente transmissível ou estão infectados com HIV)

Injetam drogas ilícitas ou compartilham uma agulha com alguém que tem hepatite C

Receberam transfusão de sangue antes de julho de 1992

Fizeram uma tatuagem ou acupuntura com instrumentos contaminados (o risco é muito baixo em estabelecimentos comerciais licenciados)

Receberam sangue, derivados do sangue ou órgãos sólidos de um doador que tem hepatite C

Compartilham itens pessoais, como escovas de dente e barbeadores com alguém que tem hepatite C (menos comum)

Nasceram de uma mãe infectada com hepatite C (isso ocorre em 1 a cada 20 bebês nascidas de mães com o HCV, o que é menos comum do que com hepatite B)

A hepatite C tem formas aguda e crônica. A maioria das pessoas que está infectada com o vírus desenvolve hepatite C crônica.

Sintomas de Hepatite C

 A maioria das pessoas infectadas com hepatite C recentemente não tem sintomas. Cerca de 10% têm icterícia que desaparece. A maioria das pessoas que está infectada com o HCV desenvolve hepatite C crônica. Em muitos casos, não há sintomas. Se a infecção esteve presente por vários anos, o fígado pode estar permanentemente cicatrizado, uma condição chamada cirrose. Em muitos casos, pode não haver sintomas da doença até a cirrose ter se desenvolvido.

Os seguintes sintomas podem ocorrer com a infecção por hepatite C: – Dor abdominal (quadrante superior direito do abdome) – Inchaço abdominal (devido ao acúmulo de fluidos) – Sangramento no esôfago ou no estômago (devido a veias dilatadas no esôfago  ou no estômago chamadas varizes – Urina escura – Fadiga – Febre – Coceira – Icterícia – Perda de apetite – Náusea – Fezes pálidas ou com cor de argila – Vômitos