A dúvida sobre a continuidade dos trabalhos do Hospital Vida e Saúde São João, foram esclarecidas na noite de terça-feira (09) durante Audiência Pública promovida para debater os rumos do instituto que administra a unidade de saúde. Na oportunidade foi anunciada a compra da infraestrutura do hospital pelo valor de R$ 1.200.000,00.

Com a participação do prefeito, Altair José Gasparetto, secretários municipais, vereadores, promotoria e população, a diretoria do Instituto Vida e Saúde, mostrou a situação econômica e os procedimentos realizados atualmente no hospital.

“No dia 03 de novembro veio a documentação da compra com 1 milhão e 200 mil reais e também a questão de 500 mil reais para a reforma”. Comenta o prefeito ao destacar a liberação do financiamento para resolver um problema que se arrasta há mais de 14 anos. “O contrato de compra foi assinado e a partir do ano que vem estaremos fazendo parte da reforma, num projeto que já sinalizou positivo com a regional de saúde. 18 meses para a gente poder adequar o instituto e o hospital”.

Com a aquisição descarta a ideia de fechamento da unidade hospitalar ou transformar ela em Pronto Atendimento, como se cogitava na semana passada.

 

Instituto Vida e Saúde

Criado em 2012, para administrar a infraestrutura do hospital, a entidade começou a ter problemas econômicos, devido ao aumento elevado de atendimentos, o qual não estava no planejamento organizado no ano de criação. Em 2014, o repasse da administração municipal para conseguir manter o hospital funcionando e investir em outros setores da saúde chegou à casa de 29,86% do orçamento anual.

Em 2012 foram repassados R$ 937.750,79. Em 2013, R$ 1.011.044,95. E neste ano o município deve ter mais uma alta nos gastos, pois o último repasse mensal chegou a R$ 180 mil no mês de outubro.

O hospital contém um terreno com área de 1.787,50m² e edificação em alvenaria de 02 pavimentos mais o pavimento do subsolo e equipamentos existentes, com área construída de 1.554,41m².

A Secretária Municipal de Saúde, Maria Ivete Lorenzi, diz que “o atendimento no hospital é de suporte básico. Não temos especialistas, mas o atendimento é 24 horas e plantões por clínicos, nossa base de referência dependendo a complexidade do paciente, intermediária Chopinzinho e alta encaminhamos para Pato Branco”. O número de atendimentos neste ano chegou à casa de 800 consultas por mês.