No primeiro semestre de 2019 foram registrados mais casos de sarampo do que em qualquer ano desde 2006, segundo dados provisórios publicados nesta segunda-feira (12) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em novembro, o organismo já advertira sobre o avanço histórico do sarampo por causa da redução da cobertura vacunal, e nesta segunda-feira reafirma que a prevalência da doença, ascendente há três anos, é “preocupante e continuada”. Desde janeiro, 182 países notificaram 364.808 casos de sarampo, quase três vezes os contabilizados no mesmo período do ano passado. Além disso, a OMS salienta que este número é uma subestimação; calcula-se que reflita apenas 10% dos casos reais.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Brasil registra atualmente o segundo maior número de casos de sarampo das Américas, região que confirmou 2.927 casos neste ano (até o dia 7 de agosto). A doença foi identificada em 14 países da região no primeiro semestre. O maior número de episódios da infecção foi registrado nos Estados Unidos (1.172), seguido pelo Brasil (1.045) e Venezuela (417).

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Maria Izabel, chefe da 8ª Regional de Saúde

Em entrevista a Rádio Onda Sul FM, Maria Izabel, chefe da 8ª regional de saúde, afirma que no Paraná já tem um caso confirmado da doença e outros casos suspeitos, inclusive na nossa região. “Já tivemos um caso positivo, confirmado na região metropolitana de Curitiba, uma senhora de 41 anos que havia ido a São Paulo e no retorno apresentou os sintomas da doença. É importante saber que temos vários casos suspeitos, inclusive na nossa região, estas pessoas estão sob avaliação”.

O sarampo é uma doença viral transmitida facilmente pelo ar ou por contato pessoal. Passado um período de incubação de até 12 dias — durante o qual já é contagioso —, o vírus produz febre alta e erupções cutâneas. Além disso, pode derivar em complicações sérias, como pneumonia, cegueira ou encefalite, uma inflamação cerebral que às vezes deixa sequelas muito graves, inclusive a morte.

Maria Izabel, alerta sobre as providências a serem tomadas, caso tenham surjam sintomas semelhantes. “Qualquer pessoa com sintomas semelhantes, deve procurar uma unidade de saúde para que seja feito os exames necessários para que possamos confirmar ou descartar a doença. É importante afirmar que as crianças são as mais suscetíveis, até os 10 anos de idade é onde aparecem os casos mais graves! A vacinação de rotina é o nosso principal instrumento de controle, a maior e melhor estratégia sempre foi a vacinação, inclusive é em função a baixa cobertura da vacinação que estamos tendo casos positivos dessa doença, por isso precisamos intensificar a vacinação. É recomendado que nós tenhamos pelo menos duas doses da vacina, normalmente dentro do calendário vacinal ela é feita aos 12 meses e depois uma segunda dose aos 15 meses, a população adulta até os 29 anos também devem ter duas doses da vacina registrada em seu histórico vacinal, dos 30 aos 49 anos julga-se que apenas uma dose é suficiente”.

“Nós temos vacina disponível no Sistema de Saúde, nas Unidades de Atenção Básica, para a vacinação da população conforme avaliação do histórico vacinal. Não é necessário vacinar novamente se existe uma cobertura já realizada com as doses indicadas no calendário”. Afirma, Maria Izabel.

Confira a entrevista na íntegra: