A região Sudoeste do Paraná deixará de contar com 37 médicos de nacionalidade cubana, que deverão deixar o país a partir do próximo dia 25. Pato Branco, Palmas, Ampére e Dois Vizinhos são os municípios com maior número de profissionais naturais de Cuba.

No último dia 14, o governo cubano anunciou o fim de sua participação no programa Mais Médicos, afirmando que a decisão é atribuída a questionamentos feitos pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), à qualificação dos médicos cubanos e ao seu projeto de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas no Brasil e contratação individual.

Conforme autoridades do governo de Cuba, os cerca de 8,3 mil profissionais que prestam serviços no Brasil deverão retornar antes do fim do ano.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a região Sudoeste do Paraná conta com 67 profissionais que atuam pelo programa Mais Médicos, sendo 37 de origem cubana, 10 brasileiros formados no Brasil e 20 profissionais estrangeiros (exceto cubanos) ou brasileiros formados no exterior.

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A Associação dos Municípios do Paraná (AMP) encaminhou ofício ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, questionando sobre quais medidas serão adotadas pelo governo federal para auxiliar os municípios.

Na última semana, após o anúncio do fim da participação de Cuba no Mais Médicos, o governo brasileiro informou que deve lançar um edital para preencher as vagas abertas pela saída dos profissionais e que a convocação aos postos deverá ocorrer de forma imediata. Já o comparecimento aos municípios deve ocorrer logo após a seleção, informa a pasta.

Na tarde desta segunda-feira (19), o presidente Michel Temer participa do Encontro dos Municípios Brasileiros, na sede da CNM (Confederação Nacional de Municípios), em Brasília, onde as mudanças no programa Mais Médicos devem ser o principal assunto de discussão.