Aconteceu nesta quinta-feira (01) mais uma reunião entre prefeitos da microrregião de Francisco Beltrão e a direção do Hospital São Francisco. Há vários dias estão acontecendo encontros e debates em torno do atendimento que o hospital presta aos pacientes da região através do Sistema Único de Saúde (SUS). Recentemente, o hospital comunicou aos prefeitos que seria necessário fazer um reajuste nos valores pagos pelas prefeituras ao hospital.

Municípios teriam que desembolsar R$ 2,00 per capita para continuar encaminhando pacientes ao hospital. Entretanto, os prefeitos não concordaram com o valor proposto, visto que vinha sendo paga a quantia de R$ 0,30 para os municípios da microrregião e R$ 0,60 per capita para pacientes de Francisco Beltrão.  Uma reunião envolvendo prefeitos e secretários de saúde resultou numa contra proposta ao hospital. Municípios da microrregião pagariam R$ 0,50 e Francisco Beltrão ficaria com encargo de R$ 1,00 per capita.

Nas contas feitas, o hospital ganharia mensalmente R$ 208 mil, isso contanto com os R$ 60 mil repassados mensalmente pelo Estado. O valor não foi aceito pela direção e uma nova proposta foi feita pelos prefeitos. Foi oferecido um montante de R$ 370 mil mensais. Com isso houve uma sinalização positiva para manter a parceria existente.

Agora, os prefeitos devem manter um dialogo com o governo do Estado pra ampliar o repasse mensal, assim é possível pagar os R$ 370 mil. Conforme o prefeito de Salgado Filho e presidente da ARSS (Associação Regional de Saúde do Sudoeste), Beto Arisi, com o acréscimo do valor repassado pelo Estado e um pequeno ajuste dos municípios é possível manter a parceria com o hospital. “Se o governo não cobrir o excedente, vamos aumentar para 0,60 centavos para os pequenos municípios e R$ 1,20 para Francisco Beltrão até fechar o valor”, disse.

A diretora administrativa do hospital, Páscoa Minussi, mais uma vez garantiu que seriam necessário quase R$ 700 mil pra manter o atendimento com todos os serviços. Se realmente permanecer os R$ 370 mil, os serviços sofrerão alguns cortes. Por exemplo, ao invés de dois obstetras, o hospital vai colocar apenas um profissional a disposição. Mas a solução definitiva será anunciada na próxima semana. Isso não trará nenhum prejuízo, pois os atendimentos estão ocorrendo normalmente.