O índice de infestação do mosquito transmissor da dengue em Francisco Beltrão apresentou uma gigantesca redução no mês de julho. O principal motivo desta conquista, de acordo com a secretaria municipal de Saúde, é o trabalho integrado e unificado dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate a Endemias (ACE). O resultado foi obtido por meio do Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRA), que mede a predominância do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. O resultado foi 0,7%, considerado baixo risco. No LIRA anterior, feito em junho, o índice foi de 5,1%.

Em diversos bairros os agentes de Saúde e de Endemias estão trabalhando de forma unificada e nestes locais foram obtidos os melhores resultados, ou seja, os índices mais baixos de infestação. Os bairros onde foram encontrados focos foram: Cristo Rei, Centro, Jardim Seminário e Jardim Floresta. Nestas regiões os trabalhos ainda não foram unificados pelos dos ACE e ACS. Os focos foram localizados em pratos de flor, vasos sanitário, baldes, pneus, potes e caixas d’água. Todos os focos foram encontrados em residências habitadas.

Desde junho as equipes da saúde municipal têm reforçado a orientação em todas as residências. Houve o retorno em todas as casas onde anteriormente foi encontrado o foco com o intuito de verificar se já não existia mais foco do mosquito. Neste ano, até julho, o município possui 250 casos notificados como suspeitos de dengue. Destes 191 descartados e 11, sendo 5 autóctones e 07 importados. As ações da secretaria municipal de Saúde são embasadas na Lei 3.974 de 2012, que prevê o pagamento de multa para quem for notificado a eliminar os focos do mosquito e não cumprir a determinação.

Unificação do trabalho

De acordo com a secretaria, o município possui 44 agentes de combate a endemias. Cada profissional é responsável por visitar uma média de 800 a 1.000 imóveis a cada dois meses, realizando vistorias e orientações de combate à dengue. Também possui 172 agentes comunitários de saúde. Cada um visita cerca de 200 imóveis mensalmente, atendendo as famílias cadastradas, onde acompanham e orientam grupos vulneráveis como crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Com a unificação dos trabalhos, somam-se 216 agentes de saúde que serão capacitados para o desenvolvimento de ambas as funções, realizando ações de promoção a saúde, prevenção a doenças e combate à dengue. Com isso, onde  em uma residência passava um agente para a “visita da dengue” e logo após passava outro para a “visita da saúde”, irá receber somente um agente, que irá atender o imóvel/família como um todo. A medida significa agilizar os trabalhos prestados por estes profissionais.

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O texto contém informações da assessoria de comunicação.