Depois de uma denúncia feita ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), pela Operação Mustela, que investiga um esquema de cobranças indevidas por parte de médicos e agentes públicos para priorizar procedimentos na rede pública, a Justiça afastou, na última quinta-feira (10), a médica ortopedista, Karen Yurimi Kume, das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS), em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Karen é acusada de cobrar até R$ 9 mil por paciente, para furar a fila de atendimentos no Hospital Angelina Caron. A médica cobrava pelos procedimentos cirúrgicos e consultas que, em tese, eram custeados pelo SUS, valendo-se, para tanto, de sua função dentro de hospital como médica. Além disso, prometia favorecer o paciente ao dar prioridade de atendimento na fila do SUS.

Segundo a investigação, as negociações eram feitas por uma ex-servidora comissionada da Prefeitura de Francisco Beltrão e um ex-assessor comissionado da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que de acordo com o Ministério Público, utilizavam das posições políticas que exerciam para favorecer os pacientes que pagavam pelos procedimentos, e furavam a fila do SUS.

Os fatos denunciados ocorreram entre os anos de 2016 a 2018. Segundo a ação penal, até agora, sete pessoas foram vítimas das cobranças ilegais da médica.

Os nomes da ex-servidora da Prefeitura de Francisco Beltrão e do ex-assessor da Alep não foram divulgados. Os três foram denunciados pelo crime de concussão, quando a pessoa usa de vantagem em razão da função que exerce.

Informações: Rede Aerp de Notícias