Em uma semana, a 7ª Regional de Saúde, de Pato Branco, Sudoeste do Paraná, confirmou 16 novos casos de dengue. Entre agosto de 2015 e a terça-feira (29), 64 casos da doença foram confirmados na região e outros 546 notificados. As informações são do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado.

Dos casos apresentados pela RS, 29 são importados e outros 35 autóctones. Pato Branco é o município que apresenta o maior número de casos – 35 confirmações e 338 notificações. Em seguida aparecem Chopinzinho (12 casos), São João (7), Mangueirinha (4), Coronel Vivida (2), Itapejara D’Oeste (2), Saudade do Iguaçu (1) e Vitorino (1).

Na microrregião de Palmas, além dos casos confirmados em Mangueirinha – que também apresenta 33 notificações, 15 casos foram notificados em Palmas, 2 em Honório Serpa, 10 em Clevelândia e 5 em Coronel Domingos Soares. Pela 8ª Regional de Saúde, com sede em Francisco Beltrão, 95 novos casos de dengue foram confirmados na última semana. Já são 516 confirmações e 2.228 notificações pela unidade, que abrange 27 municípios do Sudoeste do Paraná. O município de Amperé foi incluído na lista de cidades em epidemia de dengue.

Sobre o Zika Vírus, a 7ª RS notificou 2 casos na última semana – 26 desde agosto de 2015 – e confirmou mais 2 casos em São João, que contabiliza 3 casos da doença. Para Chikungunya, a Regional não apresentou novidades, permanecendo com 15 notificações.

A 8ª RS notificou 293 casos de Zika e confirmou 19, enquanto que para Chikungunya são 82 notificações e 3 confirmados desde o último mês de agosto. O Boletim Climático de Dengue do Laboratório de Climatologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná), que traz informações sobre as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do Aedes aegypti, aponta para risco médio para o desenvolvimento de criadouros do mosquito na região de Francisco Beltrão.

Desde agosto, o Paraná confirmou 18.541 casos de dengue e notificou 84.320. No período, 31 pessoas morreram vítimas da doença – quatro somente na última semana. O Governo do Estado está reforçando as ações de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. A circulação simultânea das três doenças atualmente é uma das principais preocupações das autoridades de saúde. Mesmo com o fim do verão, as autoridades de Vigilância em Saúde alertam que é preciso intensificar os trabalhos de eliminação de criadouros do mosquito.