Foi aprovada em Francisco Beltrão uma lei, ainda em 2015, de autoria da vereadora Elenir Maciel(PP) para incentivar a doação de medula óssea no município. A lei consiste na criação de uma semana específica para palestras, cursos e atividades voltadas para fomentar, sensibilizar e difundir a necessidade de doação da medula óssea. Entretanto, a lei foi sancionada na gestão anterior, e nem secretaria municipal de saúde, nem Hemonúcleo de Francisco Beltrão desenvolvem ações neste sentido. Porém, a assistente social, Cristiane de Oliveira, do Hemonúcleo de Francisco Beltrão, diz que o trabalho de cadastramento é contínuo, inclusive com uma meta mensal de 50 novos pacientes pré-dispostos a inserirem o nome no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea(Redome).

A vereadora Elenir disse que o principal objetivo da semana é conscientizar a população em geral sobre a importância de ser doador de medula, com o intuito de ajudar a milhares de pessoas que lutam por uma oportunidade de salvarem as suas vidas.

  • Compartilhe no Facebook

Vereadora Elenir Maciel (PP)

“O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras, já para 75% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis”, frisou a vereadora.

A parlamentar salienta que a semana deveria acontecer sempre no mês de outubro, conforme a lei aprovada. “Sabemos por meio de estatísticas que o transplante de medula óssea é uma modalidade de tratamento indicada para doenças relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. Os principais beneficiados com o transplante são pacientes com leucemias originárias das células da medula óssea, linfomas, doenças originadas do sistema imune em geral, dos gânglios e do baço, e anemias graves ”, enfatizou Elenir. Os profissionais da área afirmam que o país caminhou muito nos últimos dez anos com o aumento de voluntários, dispostos a ajudar. Tanto que a assistente social do hemonúcleo garante que 80% dos pacientes que doam sangue, autorizam a retirada de uma amostra para o Redome. Mas entendem também que é preciso fazer mais, especialmente para esclarecimento das pessoas sobre a importância da doação de medula óssea.

“Assim, se a lei for colocada em prática, os profissionais de saúde terão condições de sanar as dúvidas das pessoas, criando uma conscientização maior quanto a importância de futuramente ser um doador de medula óssea”, reforçou Elenir.

A orientação de Cristiane é que para se cadastrarem, os doadores devem se deslocar até o Hemocentro, preencher o formulário de identificação e o termo de consentimento. Após ser colhida uma amostra de cinco mililitros de sangue para realizar o exame de Histocompatibilidade (HLA), o tipo do candidato será cadastrado no Redome, que é vinculado ao Ministério da Saúde. Quando aparecer um paciente compatível com o doador serão efetuados os testes para a confirmação. O procedimento é indolor e pode salvar vidas. A coleta de sangue no hemonúcleo de Francisco Beltrão acontece todos os dias das 8h até às 14h, sem intervalo para o almoço. Mas o atendimento no local vai até 17h.

Confira o áudio da matéria: