foto: oregional.com.br
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O sistema de saúde do Paraná, assim como o de todo o país, estão em alerta em relação ao vírus Ebola, que atinge a Libéria, Serra Leoa e Guiné, situados no continente africano. A informação foi repassada nesta segunda-feira, pelo farmacêutico Benvenuto Juliano Gazzi, da Oitava Regional de Saúde. Quase 900 mortes foram provocadas pelo vírus nos últimos 60 dias. “É uma vírus que por enquanto está restrito à África, mas como hoje em dia há uma facilidade muito grande de deslocamento de pessoas entre um país e outro, os cuidados precisam ser redobrados”, esclarece Gazzi. Ele relata que o vírus foi descoberto em 1976 na República do Congo e hoje atinge vários países do continente africano. A evolução da doença é muito rápida, podendo provocar a morte da pessoa infectada em até 20 dias. No estágio mais avançado provoca hemorragia generalizada. A pessoa com o vírus apresenta febre de início súbito, podendo ser acompanhada de hemorragia na gengiva e diarreia sanguinolenta.

É uma doença com índices elevados de letalidade. “Não há tratamento, não existe vacina, as medidas para evitar a doença devem ser preventivas”. O farmacêutico informa que a única forma de contágio é através de contato direto com sangue, tecidos ou fluídos corporais de pessoas ou animais infectados. “Estão sendo feitos tratamentos experimentais, aplicados em pessoas que tiveram contato com a doença, mas ainda não se pode afirmar que há um remédio efetivo”, destaca o profissional de saúde.

O Ministério da Saúde e as Secretarias de saúde dos Estados estão em vigilância, mas até o momento, não foi constatado nenhum caso no país. As atenções voltam-se principalmente para os portos e aeroportos, de forma especial sobre pessoas oriundas de países africanos.