Nesta terça-feira (10), é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo conscientizar a população em torno dos riscos da depressão e prevenir o ato do suicídio.

Segundo dados levantados pelo Departamento de Jornalismo da Rádio Club/RBJ junto ao Ministério da Saúde, entre 1997 e 2017 – último ano com informações consolidadas – foram registrados 79 suicídios em Palmas. Somente entre os anos de 2016 e 2017, 107 pessoas tentaram tirar a própria vida, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

O Caps (Centro de Atenção Psicossocial), unidade especializada em saúde mental para tratamento e reinserção social de pessoas com transtornos, acolhe diariamente, em média, três pessoas em busca de ajuda contra o vício em álcool, drogas ou transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar.

Conforme a psicóloga do Caps, Daiane Berlatto, a campanha Setembro Amarelo, associada ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, é importante para a conscientização sobre a depressão, doença que se caracteriza por um conjunto de sintomas, que, sem acompanhamento, podem se agravar, levando a consequências graves.

Aponta que problemas familiares, uso de drogas, vulnerabilidade social e outros fatores traumáticos podem desencadear um quadro depressivo. Salienta ainda que fatores genéticos, como a presença de familiares com transtornos mentais, também podem influenciar no desenvolvimento da depressão.

Destaca a psicóloga, que a ajuda de amigos e familiares é de extrema importância para identificação dos sinais que podem indicar a necessidade de ajuda para a pessoa que está sofrendo com a depressão. “Os sintomas não aparecem em exames, eles dependem da percepção dos familiares e pessoas próximas, por isso é necessário estar atento”, ressalta.

Ouça a entrevista no player abaixo:

 

Como forma de conscientizar e marcar o dia 10 de setembro, o Caps realizou na manhã desta terça-feira, uma caminhada, juntamente com entidades e escolas do município, seguindo da sede do Centro de Atenção até a praça Bom Jesus.

No local, os participantes puderam acompanhar explanações à respeito da depressão, sinais de alerta e os meios de ajudar quem, muitas vezes, está sofrendo em silêncio.