Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Na manhã desta terça-feira (3), durante o Quadro “Espaço Saúde” que vai ao ar semanalmente na Rádio Onda Sul FM, a Farmacêutica, Caroline Lermen Munhoz, falou sobre a campanha Setembro Amarelo e qual o objetivo da mesma.

“O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Pelo menos o triplo de pessoas tentaram tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio. Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para seu aumento dos casos, pois as pessoas muitas vezes não sabem que podem procurar ajuda”.

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Farmacêutica, Caroline Lermen Munhoz

Segundo, Caroline Munhoz, o câncer, a AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), há duas ou três décadas, eram rodeadas de tabus e viam o número de suas vítimas aumentando a olhos nus. Foi necessário o esforço coletivo, liderado por pessoas corajosas e organizações engajadas, para quebrar esses tabus, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção para reverter esse cenário.

“Por essa razão, o CVV – Centro de Valorização da Vida, uma entidade sem fins lucrativos que atua gratuitamente na prevenção do suicídio desde 1962, está engajada e promovendo atividades neste  movimento iniciado há dois anos no Brasil, chamado Setembro Amarelo. A ideia é divulgar a causa intensamente durante o mês, já que no dia 10 é celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, tendo como parte fundamental a iluminação ou coloração de amarelo de locais, construções ou monumentos e, ainda, a colocação de laços amarelos nas fachadas de prédios públicos e privados para lembrarmos que devemos, sim, falar sobre a prevenção do suicídio”.No Brasil, é possível receber assistência gratuita nos Centros de Atençaõ Psicossocial (CAPS), em algumas universidades, e entidades que prestam serviço social e acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) é referência em apoio e assistência emocional, recebendo até 800 mil ligações por ano através do telefone (188).

Confira o áudio da entrevista na íntegra: