Uma criança recém-nascida de Palmas, sul do Paraná, morreu antes de conseguir chegar a um leito de UTI Neonatal em União da Vitória. Determinações legais e normativas impediram que a ambulância do SAMU do CIRUSPAR pudesse ultrapassar os limites geográficos do sudoeste do Paraná para seguir à região sul do estado, ficando a criança entre a vida e a morte por uma distância de 130 quilômetros.

 O fato foi levado a conhecimento da população através da Rádio Club AM, na manhã desta sexta-feira(04). A situação também foi discutida na última reunião do Conselho Municipal de Saúde do município.

O recém-nascido, com um dia de vida, necessitava de urgente encaminhamento para uma UTI neonatal, vaga que foi buscada em Pato Branco e Francisco Beltrão, sem sucesso, tendo em vista a lotação total de ambas. Um internamento foi conseguido em União da Vitória, na região sul do Paraná. Quando tudo parecida estar resolvido  para salvar a criança, surgiu um outro complicador. A ambulância especial  do SAMU 192, acionada para dar atendimento, não pode ultrapassar o território do Sudoeste do Paraná – área de atuação do  CIRUSPAR (Consórcio Intermunicipal de Saúde), que gerencia o serviço nos 42 municípios da região e como a partir do Trevo do Horizonte já é considerada outra área, até ali seria o limite permitido para o trânsito da referida ambulância  do SAMU Regional.Desta forma não foi possível encaminhar a criança até União da Vitória e esta acabou morrendo.

Confira na reportagem de Alencar Pereira da Rádio Club AM de Palmas, as manifestações do presidente do Conselho Municipal de Saúde; do Diretor de Saúde de Palmas  e as explicações dadas pela Coordenação do  SAMU do Sudoeste para a situação.