Um total de 68 casos de sífilis foram registrados em Palmas, sul do Paraná, no ano passado. Os números são motivo de alerta, uma vez que a doença se alastra rapidamente. Além de infecciosa, é considerada grave e produz lesões na área genital que podem se alastrar para várias partes do organismo. Em nível de país, a doença já é caracterizada como epidemia. Nos últimos cinco anos, os casos dispararam de 1,2 mil para mais de 65 mil.

Conforme o Setor de Vigilância Epidemiológica de Palmas,  a sífilis é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria,Treponema Pallidum. Pode também ser transmitida verticalmente, ou seja, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.

Conforme o Chefe de Vigilância em Saúde, Fabio Bordignon Lahud, no ano passado foram 14 casos em gestantes, 13 congênitos, transmitida da mãe para o filho ainda no útero, e outros 26 casos envolvendo pacientes masculinos e femininos.

A Coordenadora do Setor, Dayane Muller, explicou que o número de infectados em Palmas pode ser ainda maior uma vez que muitos casos não chegam ser notificados pois as pessoas não procuram atendimento. Explicou que a descoberta da doença só ocorre através de exame e o município disponibiliza o teste rápido. “Com a coleta de uma pequena quantidade de sangue é possível diagnosticar a Sífilis, HIV e as Hepatites B e C”, com resultado rápido de ser obtido.” esclareceu.

Uma das maiores preocupações é com a sífilis congênita, porque quando ela se apresenta no bebê, caso não for tratada o mais rápido possível, ele pode ter complicações graves, como surdez ou cegueira, que mesmo após a cura da doença, não podem ser revertidas.

Ainda não existe vacina contra a sífilis e a forma mais eficaz de preveni-la é por meio do uso do preservativo durante a relação sexual. O tratamento é feito basicamente com penicilina. Nos estágios iniciais da doença, os infectados apresentam feridas indolores nas genitais, no reto ou na boca. Depois que saram, vem o segundo estágio que é caracterizado por erupções cutâneas. Em seguida, os sintomas desaparecem até o estágio final, que pode aparecer anos depois podendo causar danos ao cérebro, nervos, olhos ou coração.