A Aids não tem cura e está aumentando na região. Segundo dados da 8ª Regional de Saúde de Francisco Beltrão, nos 27 municípios que atende, em 2016 foram diagnosticados 39 novos casos. Os mais infectados são do sexo masculino. A microrregião tem ao todo 318 casos confirmados.

Para a Coordenadora Regional do Programa da Ainds, Beatriz Maria Manfrin, “nos últimos dez anos tivemos um aumento de detecção de casos. A transmissão ela não está aumentando e sim, o que melhorou foi a detecção através do teste rápido”.

Os homens são a maioria infectados pelo vírus (57%), “em 2016 foi feito os diagnosticados 39 casos, sendo 24 do sexo masculinos e 15 do sexo feminino”.

Outro fato que tem gerado preocupação é a transmissão da Aids de mãe para filho. Nos últimos seis anos, foram registrados 11 casos na microrregião. “Chamada de transmissão vertical, é quando a gestante passa para o recém-nascido, ou por falta do pré-natal completo ou a falta total”.

Todas as unidades de saúde disponibilizam o teste rápido. Dentro e quarenta minutos é possível saber se a pessoa tem ou não a doença. Além disso, trabalho de orientação é promovido em escolas e empresas durante o ano.

O vírus HIV é transmitido principalmente pelo ato sexual, a prevenção é o melhor caminho para não pegar a doença. “Temos que prevenir. O ministério da Saúde fornece preservativo feminino, masculino para toda a população ativa. As secretarias municipais de saúde recebem todo mês um estoque de preservativo para distribuir”. Ressalta Beatriz.

 

 

Sintomas e fases da aids

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV – tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.
A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.
Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 – glóbulos brancos do sistema imunológico – que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.
(Fonte: Ministério da Saúde)