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15 de dezembro de 2025
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Santuário de Nossa Senhora de Fátima: símbolo da devoção mariana no Sudoeste do Paraná

Este 13 de maio marca os 70 anos em que a imagem da Virgem de Fátima foi entronizada no Santuário de Palmas.

RBJ TV e Especial PublicitárioReligião

por Guilherme Zimermann

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Nesta terça-feira, 13 de maio, Palmas celebra o Dia de Nossa Senhora de Fátima. O município é a casa do Santuário Diocesano consagrado à Senhora do Rosário. Inclusive, este 13 de maio marca os 70 anos em que a imagem da Virgem de Fátima foi entronizada no Santuário.

A relação de fé e devoção da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão com a Virgem Maria teve início há oito décadas e segue viva até os dias de hoje. Em 31 de maio de 1944, o então administrador apostólico da Prelazia de Palmas, Monsenhor Carlos Eduardo de Sabóia Bandeira de Mello, realizou o ato solene de consagração da região ao Imaculado Coração de Maria. Na época, a Prelazia abrangia desde o Sudoeste do Paraná até o Extremo Oeste catarinense, alcançando localidades como União da Vitória, Pinhão e até a cidade de Chapecó (SC).

Dois anos depois, em 1946, durante as comemorações da Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria, o monsenhor e os padres da Prelazia renovaram o ato de fé em todas as paróquias da região. A devoção mariana só cresceu a partir daí — e tomou forma concreta com a chegada, em 1950, da imagem da Virgem de Fátima, esculpida em Portugal sob o mesmo modelo da que permanece até hoje na Capela das Aparições, em Fátima.

A imagem, encomendada por Dom Carlos durante viagem a Portugal, foi esculpida por José Theddin, o mesmo autor da imagem oficial da capela portuguesa e da chamada “Peregrina Mundial”, que visitaria Palmas em 1953.

Com a chegada da Peregrina, milhares de fiéis lotaram as ruas da cidade. Em um clima de forte espiritualidade, foi lançada a pedra fundamental do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, idealizado como uma réplica da Cova da Iria: uma “Casa de Marfim” envolta por um “Palácio de Cristal”. A construção do templo mobilizou paróquias de todo o território, inclusive do lado catarinense, onde a campanha do vidro viabilizou o revestimento translúcido do santuário. Cada comunidade deixou ali seu nome gravado.

O santuário foi oficialmente inaugurado em 8 de dezembro de 1955, após dois anos de obras e dedicação popular. A cerimônia solene foi presidida por Dom Carlos, já ordenado bispo, que também realizou a sagração pontifical da nova casa de Maria no Sudoeste do Paraná.

A imagem da Peregrina Mundial retornou em 2002, sobrevoando as cidades da diocese e visitando todas as paróquias durante mais de um ano. A grande romaria de encerramento aconteceu em maio de 2003, reunindo cerca de 10 mil fiéis no Santuário de Palmas. Na ocasião, foi renovada a consagração da região ao Imaculado Coração de Maria, em missa presidida por Dom Agostinho Sartori e concelebrada por Dom Luís Bernetti.

Em 2023, a Diocese celebrou novamente essa aliança espiritual, em celebração presidida pelo atual bispo diocesano, Dom Edgar Ertl. A solenidade marcou mais um capítulo da história de amor e devoção que une, há 80 anos, o povo do Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina ao Coração de Maria.

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