De 4 a 6 de março, na Casa de Formação Divino Mestre (Francisco Beltrão), aconteceu retiro dos Funcionários da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão com a pregação de Sônia Sirtoli Färber, teóloga de Cascavel e membro da Associação Europeia de Psiquiatria. “O encontro com Deus através da atuação na comunidade paroquial”, foi tema de sua abordagem, explica Sônia: “Seja ela pastoral ou profissional, mas que consigamos com o alimento da oração, de modo especial a Eucaristia, desenvolver o papel de evangelização como rosto da Igreja. É importante que eles tenham essa noção para elevar a autoestima e reconhecer a importância da sua presença”.

Desafios
É grande a exigência para competência que as vezes não deveria existir, salienta a teóloga: “As pessoas exigem qualificação em determinada função, mas se pensarmos num trabalho que é pastoral, de tratamento com as pessoas que vêm à Igreja, é muito difícil responder a todas as questões e também é difícil que as pessoas que procuram um serviço na Igreja saiam contentes e achando que receberam a melhor acolhida. Mas independente de nossa atuação na Igreja, somos convidados a colocar todo o amor no trabalho, no espaço onde estamos, de uma maneira especial os cooperadores da diocese têm essa necessidade”.

Tradição
O Retiro dos funcionários da Diocese se tornou tradicional ainda no episcopado de Dom Agostinho e dando continuidade nos dias atuais. Sônia destaca a importância dessa iniciativa que vai ao encontro aos apelos do Papa de uma igreja acolhedora e misericordiosa: “É louvável e pouco realizado em outras regiões do Brasil, esse cuidado não apenas com a formação profissional, mas espiritual dos cooperadores é algo maravilhoso”.

Não economize beijo nem leite condensado
É fundamental a valorização das pessoas que amamos, salientou Sônia em recorte de uma palestra sobre como lidar com as perdas, explica: “Perdas econômicas, emocionais, de saúde e a mais drástica que é em decorrência de uma morte, e consolar uma pessoa enlutada é muito difícil. Se queremos ser consolados quando das nossas perdas devemos investir agora, antes de viver essa perda. Por isso não podemos economizar demonstração de afeto para as pessoas que convivem conosco, por isso não podemos economizar beijos e nem leite condensado, porque leite condensado faz bem em qualquer ocasião. Essa é uma analogia que eu uso para dizer que temos que dar coisas boas, sermos doces para aqueles que convivem conosco, assim, nossos amados que partiram antes de nós foram sabendo do amor que tínhamos, esse é nosso consolo”.