Através da iniciativa do Pároco, Pe. Vagner José Raitz, a Paróquia Santa Izabel, de Santa Izabel do Oeste, realizou, na terça-feira, 21, formação aos agentes da Pastoral Familiar. Na oportunidade, seis novas famílias foram acolhidas pela pastoral paroquial. A assessoria foi da Coordenação Diocesana da Pastoral Familiar (Amauri e Luiz).

O encontro tratou do conceito, da missão em suas atividades práticas e as orientações dos documentos da Igreja sobre a importância da presença da Pastoral Familiar nas Paróquias.

A Pastoral Familiar é um serviço que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada através de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo apoiar a família a partir da realidade em que se encontra, para que possa existir e viver dignamente, estabelecer relacionamentos e formar as novas gerações conforme o plano de Deus.

Abrange todas as famílias, independente de sua situação, com o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa. A Pastoral Familiar surge como uma resposta da Igreja em favor da Família que, agredida, se desestrutura e tem dificuldades de existir, evangelizar formar verdadeiros cidadãos, conhecedora de seus direitos e deveres.

Missão 

A missão da Pastoral Familiar é a defesa e promoção da pessoa em todas as etapas e circunstâncias da vida e a defesa dos valores cristãos para o matrimônio e os relacionamentos pessoais e familiares.

É imprescindível promover articulações dentro e fora da Igreja, para defender a vida em todas as suas etapas e dinamizar e orientar ações em favor da família.

Metas principais

 1) Fazer da família uma comunidade cristã;

2)  Fazer com que a família seja Santuário da Vida.

3) Resgatar para a família seu justo valor de célula primeira e vital da sociedade;  

4) Tornar a Família missionária e Igreja doméstica.

5) Acolher toda a família a partir da realidade em que se encontra;

6) Santificar os laços familiares;

7) Oferecer com qualidade formação aos noivos;

8) Despertar a família para o papel de educadora;

9) Oferecer apoio aos casais e famílias;

10) Promover a missão em família;  

11) Articular o trabalho em conjunto com as outras  pastorais;

12) Estabelecer articulações também com forças  externas à Igreja.

 

Setor Pré-Matrimonial:

Articular com catequese (pais e catequizandos), jovens e escolas, evangelizar namorados e noivos.

Setor Pós-Matrimonial:

a) Oferecer ajuda e formação para recém casados e grupos familiares;

b) Formação contínua para vida conjugal, familiar e comunitária.

Setor Casos Especiais

1) Famílias em situações conflitivas (motivos alheios a sua vontade. Ex. droga, alcoolismo, etc.), 2) Famílias em situações irregulares (matrimônio à experiência; uniões livre de fato; católicos unidos apenas no casamento civil; separados e divorciados sem 2a união; divorciados que contraem nova união – casais de 2a união). 3) Famílias em situações especiais (matrimônio misto; matrimônio canônico precedito de divórcio civil; os sem-família).  Acolher a todos incentivando e acompanhando, conforme sua situação, a participarem da vida da Igreja.

Defesa da Vida

A vida humana é sagrada porque desde a sua origem ela encerra a ação criadora de Deus, e permanece para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é o dono da vida, do começo ao fim… (CIC 2258). A Igreja Católica consciente da sua missão evangelizadora empenha-se em valorizar, respeitar,  promover e defender a vida humana, em todas as suas fases, da concepção ao seu fim natural.

 

Importância da Pastoral Familiar

A Pastoral Familiar – a nível paroquial, diocesano e nacional – deve considerar-se, não apenas uma opção entre outras, mas uma premente necessidade que virá a ser como foco irradiador dos valores cristãos da nova evangelização, no próprio âmago da sociedade onde a família está radicada; é ela que dará estabilidade ao longo do tempo do esforço evangelizador. É preciso empregar todas as forças para que a Pastoral Familiar se afirme e se desenvolva, dedicando-se a um setor verdadeiramente prioritário, com a certeza de que a evangelização, no futuro, depende, em grande parte, da Igreja doméstica (FC, n. 76).

 

Documentos da Igreja

São João Paulo II

De uma maneira clarividente disse o Papa João Paulo II, aos Bispos do Brasil, em 1980: “Em cada Diocese, vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não do clero, o bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo investimento altamente compensador, estará construindo, à médio prazo, a sua Igreja particular, à medida que der o máximo de apoio a uma Pastoral Familiar efetiva”.

Papa Bento XVI

O papa Bento XVI, na V Conferência de Aparecida, 2007,  assim se expressou: “Em cada Diocese se requer uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa para proclamar o Evangelho, promover a cultura da vida e trabalhar para que os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados”.

 Papa Francisco

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, e o que se pede a nós é reconhecer a beleza, a autenticidade e bondade que é formar uma família; o indispensável que é isto para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”. E concluiu com as palavras sobre a necessidade de uma Pastoral Familiar inteligente, corajosa e cheia de amor.

 

Conferências Gerais do Episcopado latino-americano e caribenho

Puebla, 1979 – Santo Domingo, 1992 e Aparecida 2007, dão especial destaque à Pastoral Familiar: “A Pastoral Familiar, longe de ter perdido o seu caráter prioritário, revela-se hoje ainda mais urgente, como elemento sobremaneira importante da Evangelização”. (DP n. 570)

Documento de Santo Domingo insiste: “É necessário fazer da Pastoral Familiar uma prioridade básica, sentida, real e atuante.

Básica, como fronteira da Nova Evangelização.

Sentida, isto é, acolhida e assumida por toda a comunidade diocesana.

Real,  porque será respaldada, concreta e decididamente no acompanhamento do bispo e seus párocos.

Atuante significa que deve estar inserida numa pastoral orgânica. A Pastoral Familiar deve estar em sincronia com instrumentos pastorais e

científicos. Necessita ser acolhida a partir de seus próprios carismas pelas comunidades religiosas e os movimentos em geral. (SD, n 64).

Nº 437 – Para tutelar o apoio à família, a Pastoral Familiar pode estimular, entre outras, as seguintes ações:

  1. a) comprometer de maneira integral e orgânica as outras pastorais, os movimentos e associações matrimoniais e familiares;
  2. b) estimular projetos que promovam famílias evangelizadas e evangelizadoras;
  3. c) renovar a preparação remota e próxima para o sacramento do matrimônio e da vida familiar;
  4. d) promover o diálogo com os governos e a sociedade, políticas e leis a favor da vida, do matrimônio e da família;
  5. e) Acompanhar com cuidado, prudência e amor compassivo, seguindo as orientações do magistério, os casais que vivem em situação irregular (segunda união).

Participação de outras pastorais e movimentos

Deve trabalhar com outras pastorais e movimentos de Igreja, porque tudo parte da família, e ao mesmo tempo tudo se dirige à família. A Pastoral Familiar é um eixo transversal de toda ação evangelizadora.

Não estamos falando de a Pastoral Familiar assumir tudo, mas simplesmente de sua presença quando os valores familiares forem o foco. Em algumas atividades a Pastoral atua diretamente, em outras deve estar em parceria com as pastorais e movimentos.