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Ir. Lorizete Cichocki (PISF)

Com sua vida consagrada ao Reino de Deus, Ir. Lorizete Cichocki (Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família), por dois anos trabalhou na Paróquia São José, em Enéas Marques, isso após dezesseis anos de missão na África. Em janeiro de 2020, a religiosa volta ao continente africano, para o trabalho em Angola.

Em missão, por Deus

“Sou uma Pequena Irmã da Sagrada Família. Já morei dezesseis anos em Angola (África). Agora novamente Deus me chama àquela missão.

De Angola posso falar quanto à missão que lá desempenhei. É um país de grandes riquezas minerais, mas, na mão de poucos. Em uma estatística disseram que 75 por cento de população fazem uma refeição por dia. Escutei muitas vezes de professoras que contavam que aos sábados, quando estavam junto dos filhos, queriam que eles dormissem até mais tarde para não pedirem comida. E quando pediam elas diziam: “vai brincar um pouco que já vou preparar”. Para que aquele alimento ingerido dure até a noite, pois não sabiam mais o que dar como alimento aos filhos. Se as professoras que tinham um salário, passavam por esta dificuldade dá pra imaginar outros.

Nossa missão lá envolve: pastoral, escolas e saúde. Um trabalho sem fim em todos os ramos. Mas a evangelização é sempre o grande desafio. Por ser um povo com grandes valores mas muito apegados à tradições. Para que o evangelho entre em nossos corações não dá pra estar cheio de contravalores – me parece não ser muito diferente aqui entre nós: quantos batizam por tradição; e não vivem a religião de Jesus. Os sacramentos se misturam a tradições e vai se tornando difícil para os mais jovens compreender. As celebrações das missas, que são longas, é sempre uma expressão de fé com cantos, palmas e danças, mas, faz pensar se ao sair da Igreja a Palavra de Deus ocupa o lugar especial no coração das pessoas.

Em janeiro volto àquela missão, vou com alegria e serena, sei que sou enviada pela igreja e pelo instituto, sei das dificuldades que lá existem, mas tenho certeza da mão providente de Deus que nunca falha. Agradeço imensamente estes dois anos que aqui na Diocese me acolheram e peço a todos uma prece para nossa missão lá que é bem desafiadora”.

Ir. Lorizete Cichocki (PISF)