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No dia 20 de junho, na Paróquia São Roque.

Na noite de sábado, dia 20, uma centena de jovens participaram da Missa Jovem do mês, presidida pelo padre Judinei Vanzeto, na Igreja Matriz São Roque de Coronel Vivida, com o tema: “Não tenhais medo”. Com 100% dos presentes utilizando máscaras, com devido distanciamento e álcool em gel nas mãos.

No comentário inicial da celebração foram lembrados São Luiz Gonzaga, São João Paulo II e São João Bosco. Três santos apaixonados pela juventude, inclusive São Luiz Gonzaga é o padroeiro dos jovens na Igreja. No final da celebração foi realizada uma encenação sobre o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, momento forte do amor de Deus aos jovens.

Na homilia, padre Judinei partilhou os presentes uma mensagem do Papa Francisco por ocasião da preparação da juventude para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que aconteceu no Panamá (2019), quando o bispo de Roma pede aos jovens que não tenham medo diante da tomada de decisões importantes na vida, como pode ser a da vocação, e os convida a não se fechar aos outros e permanecer diante as telas dos smartphones.

Segundo Alexsandra Silveira, membra efetiva da coordenação da Pastoral da Juventude, a Missa Jovem é um projeto que vem mostrando o cuidado da nossa Paróquia com a juventude. “Foi pensada junto com a juventude e tem como objetivo fomentar a união dos grupos e alcançar ainda mais jovens. E eu vejo que as redes sociais ajudam muito na divulgação e contado com os jovens. Depois da Missa Jovem a comunicação entre os jovens ficou mais fácil, foi onde a Pastoral da Juventude (PJ) se consolidou em trabalhos como o retiro e o EPJ foram possíveis”, avaliou.

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A Missa Jovem foi presidida pelo padre Judinei Vanzeto.

Homilia

Na sua mensagem, o Francisco assegura que Deus “conhece bem os desafios que devemos enfrentar na vida, sobretudo quando nos deparamos com as opções fundamentais de que depende o que seremos e faremos neste mundo”.

“E vós, jovens, quais são os medos que tendes? Que é que vos preocupa mais profundamente?”, pergunta o Papa.

O Santo Padre reconhece que os jovens “têm um medo de ‘fundo’, que é o medo de não ser amados, bem-queridos, de não ser aceitos por aquilo que sois”. “Hoje, há muitos jovens que, na tentativa de se adequar a padrões frequentemente artificiais e inatingíveis, têm a sensação de dever ser diferentes daquilo que são na realidade”.

Como fez durante a sua visita apostólica ao Peru em janeiro deste ano, afirmou que estes jovens “fazem contínuos ‘foto-retoques’ das imagens próprias, escondendo-se por trás de máscaras e identidades falsas, até chegarem quase a tornar-se eles mesmos um ‘fake’”.

Ao mesmo tempo, “muitos têm a obsessão de receber o maior número possível de apreciações ‘gosto’. E desta sensação de desajustamento, surgem muitos medos e incertezas”.

“Outros temem não conseguir encontrar uma segurança afetiva e ficar sozinhos. Em muitos, à vista da precariedade do trabalho, entra o medo de não conseguirem encontrar uma conveniente afirmação profissional, de não verem realizados os seus sonhos”.

O Papa também menciona o tema vocacional e admite que esses medos também acontecem “com as pessoas que acolheram o dom da fé e procuram seriamente a sua vocação, por certo não estão isentos de medos”. “Alguns pensam: talvez Deus me peça ou virá a pedir demais; talvez, ao percorrer a estrada que Ele me aponta, não seja verdadeiramente feliz, ou não esteja à altura do que me pede. Outros interrogam-se: Se seguir o caminho que Deus me indica, quem me garante que conseguirei percorrê-lo até ao fim? Desanimarei? Perderei o entusiasmo? Serei capaz de perseverar a vida inteira?”.

Diante destas dúvidas, o Bispo de Roma recomenda procurar “o discernimento”, porque “nos permite pôr ordem na confusão dos nossos pensamentos e sentimentos, para agir de maneira justa e prudente”.

“Neste processo, o primeiro passo para superar os medos é identificá-los claramente, para não acabar desperdiçando tempo e energias a braços com fantasmas sem rosto nem consistência”.

O Papa convida então “a olhar para dentro de você” e “dar um nome aos seus medos”. “Pergunte a si mesmo: hoje, em minha situação concreta, o que me angustiam? O que mais tenho medo? O que está me bloqueando e me impedindo de avançar? Por que não tenho a coragem de tomar as decisões importantes que devo tomar? Não tenha medo de olhar com sinceridade com seus medos, reconhecê-los com realismo e enfrentá-los”, diz ele.

Além disso, sublinha que “de modo particular para nós, cristãos, o medo nunca deve ter a última palavra, mas ser ocasião para realizar um ato de fé em Deus… e também na vida”.

“Se, em vez disso, alimentarmos os medos, tenderemos a fechar-nos em nós próprios, a barricar-nos para nos defendermos de tudo e de todos, ficando como que paralisados”, denúncia.

O Papa escreve, inclusive, que, “na Sagrada Escritura, encontramos 365 vezes a expressão ‘não temer’, nas suas múltiplas variações, como se dissesse que o Senhor nos quer livres do medo todos os dias do ano”.

“O discernimento torna-se indispensável quando se trata da busca da própria vocação. Pois esta, na maioria das vezes, não aparece logo clara ou completamente evidente, mas vai-se identificando pouco a pouco. O discernimento, que se deve fazer neste caso, não há de ser entendido como um esforço individual de introspecção, cujo objetivo seria conhecer melhor os nossos mecanismos interiores para nos fortalecermos e alcançarmos certo equilíbrio” acrescenta.

Ele também aponta que “a vocação é uma chamada do Alto e, neste caso, o discernimento consiste, sobretudo em abrir-se ao Outro que chama. Portanto, é necessário o silêncio da oração para escutar a voz de Deus que ressoa na consciência”.

Entretanto, o Santo Padre menciona a importância do “diálogo com os outros, nossos irmãos e irmãs na fé, que têm mais experiência e nos ajudam a ver melhor e a escolher entre as várias opções”.

“Nunca percais o prazer de gozar do encontro, da amizade, o prazer de sonhar juntos, de caminhar com os outros. Os cristãos autênticos não têm medo de se abrir aos outros, de compartilhar os seus espaços vitais transformando-os em espaços de fraternidade”, manifestou Francisco.

Ao concluir, faz um apelo para que os jovens não deixem “que os fulgores da juventude se apaguem na escuridão de uma sala fechada, onde a única janela para olhar o mundo seja a do computador e do smartphone”.

“Abri de par em par as portas da vossa vida! Os vossos espaços e tempos sejam habitados por pessoas concretas, relações profundas, que vos deem a possibilidade de compartilhar experiências autênticas e reais no vosso dia a dia”.

Fonte: https://www.portalrvp.com.br/ – Foto: Arquivo pessoal  Autor: Judinei Vanzeto, SAC