No encerramento do Ano Santo da Misericórdia, o Papa Francisco, por meio de Carta Apostólica, concedeu a todos os padres a decisão de conceder ou não o perdão às pessoas que cometeram o aborto e que procuram o Igreja para a remissão.

O documento assinado pelo pontífice estabelece uma série de novas instruções para que a misericórdia seja adotada como prática diária entre os católicos. Dessa forma, os sacerdotes ficam livres para decidir perdoar ou não uma pessoa que cometeu aborto. Até então,  somente bispos e sacerdotes delegados eram autorizados a conceder esse tipo de absolvição.

O pároco da Catedral do Senhor Bom Jesus e Chanceler da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão, padre Evandro de Melo, analisa que essa decisão de Francisco segue diretrizes e orientações discutidas ainda no Concílio Vaticano II, muitas delas que não foram aplicadas pelos papas que lideraram a Igreja Católica no período pós Vaticano II, colocando sempre em evidência a misericórdia de Deus. “Condenamos o erro, mas nunca quem o cometeu”, diz o sacerdote. Ouça a entrevista clicando aqui.