Os Bispos do Paraná conclamaram as comunidades a implantarem a prática do dízimo em todos os locais que ainda não a fazem. Durante a 37º Assembleia do Povo de Deus, em   Curitiba de 23 a 25 de setembro, o Episcopado do Regional Sul II da CNBB emitiu uma Carta aos Fiéis destacando a importância do dízimo como aspectos importantes para conversão pastoral, pessoal e comunitária.

A motivação enfatiza a renovação da Igreja Católica, a partir dos sinais de um novo tempo inaugurado pelo Papa Francisco, que com palavras e gestos tem pedido que saia em missão e cuide dos pobres.

Ao se referir ao Dízimo, os bispos salientam tratar-se de um compromisso moral estável e permanente. A quantia, cada um de nós define na sua consciência. Por outro aspecto, avaliam que que onde o dízimo é assumido pela comunidade, supera-se a necessidade de festas com objetivo único do lucro.

CARTA
CONFERÉNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Conselho Episcopal Regional Sul 2
CNBB – Curitiba, 22 de setembro de 2016.

Aos fiéis das comunidades católicas do Paraná

Com grande alegria e gratidão a Deus por vocês crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, nós, Bispos das 18 Dioceses e das 2 Eparquias Ucranianas deste imenso Paraná, reunidos em assembleia, escrevemos a vocês esta carta, assim como nas primeiras comunidades cristãs era costume fazer, para lhes falar algo muito importante.

A Igreja católica vive um momento maravilhoso de renovação: à luz da misericórdia divina sai em missão, cuida dos pobres e da Casa Comum. Esses exemplos são sinais de um novo tempo de alegria inaugurado pelo Papa Francisco. O Papa, com palavras simples e gestos carinhosos e proféticos, tem pedido que a Igreja cresça na sua presença e cuidados maternos. Concretamente, isso significa uma conversão pastoral, na qual todos nós estamos envolvidos.

Um aspecto importante da conversão pastoral, pessoal e comunitária, que apresentamos a vocês, refere-se ao dizimo:

Conversão pessoal. Por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, nos, fiéis, vivemos a corresponsabilidade na evangelização. O dízimo é um compromisso moral que temos com a Igreja, por isso, é estável e permanente. A quantia, cada um de nós define na sua consciência: “Deus ama a quem dá com alegria” (2Cor 9,7). A decisão de contribuir com o dízimo, além dessa consciência eclesial, também nasce em nosso coração pela gratidão a Deus reconhecendo nele o Senhor de todos os bens.

Conversão pastoral da comunidade. A Igreja é a família de Deus sobre a terra. Sempre e por toda parte a Igreja cria comunidades, onde se vive o amor fraterno e a partilha. É com os bens partilhados na comunidade que a Igreja se mantém e ajuda os necessitados. Em nossos dias, a partilha se dá pelo dízimo. Onde o dízimo é assumido pela comunidade, supera-se a necessidade de festas com objetivo único do lucro. Onde há contribuição do dízimo, a comunidade amadurece e as festas expressam a alegria de estar junto, famílias inteiras, reunidas na amizade e na fraternidade.

Por isso, fazemos votos que o dízimo seja implantando nas comunidades onde ainda não o foi; que se estude em todos os Conselhos de Pastoral o texto da CNBB “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas – Doc. 106″ e que cresça a comunhão entre nós, afim de que também de nós se possa dizer: ”Eles tinham tudo em comum” (At 2,44).(PAPA FRANCISCO, Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, n. 25, 27, 32)

 Confiamos a nossa opção pelo dízimo à Nossa Senhora do Rosário do Rocio, ela que, nas Bodas de Caná, com fina sensibilidade, notou a falta do vinho e nos ensinou a seguir as palavras de seu Filho: ”Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,35). 

Na alegria de sermos discípulos missionários de Jesus.