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14 de junho de 2026
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Projeto do Complexo Eólico Palmas II avança e amplia potência para 500 megawatts

Apesar da ampliação da potência instalada, o número de turbinas foi reduzido para 72 unidades, com 7 megawatts cada.

Economia

por Guilherme Zimermann

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A Câmara de Vereadores de Palmas, Sul do Paraná, sediou nesta semana, uma reunião técnica para apresentação das atualizações do projeto Complexo Eólico Palmas II. Investidores, representantes da equipe técnica, vereadores e proprietários das áreas envolvidas participaram do encontro.

Inicialmente projetado para gerar 200 megawatts, o complexo teve sua potência ampliada para 500 megawatts, graças aos avanços tecnológicos aplicados aos componentes elétricos e aos aerogeradores. Apesar da ampliação da potência instalada, o número de turbinas foi reduzido para 72 unidades, com 7 megawatts de capacidade cada uma.

As turbinas serão instaladas em torres de concreto de 160 metros. A estrutura será distribuída em sete parques eólicos, que ocuparão uma área total de 145 hectares.

De acordo com a responsável técnica pelos estudos ambientais do projeto, Clarissa Oliveira Dias, os impactos ambientais da implantação do parque deverão ser significativamente menores. O plano atual prevê a supressão de apenas 15 árvores e de 4,4 hectares de campos nativos.

O projeto já possui licenciamento junto ao Instituto Água e Terra (IAT), e também recebeu manifestação favorável do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). O sistema será conectado à rede de energia da Eletrosul, por meio de uma linha que segue de Campos Novos até a Usina de Foz do Areia.

As obras estão previstas para durar dois anos e devem gerar cerca de 500 empregos diretos no pico da construção. O plano básico de operação prevê a priorização da contratação de mão de obra local.

Com a nova capacidade instalada de 500 megawatts, o município deverá ter um avanço significativo no ranking estadual de arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). No projeto original, de 200 megawatts, Palmas passaria para a 17ª posição no Estado entre os arrecadadores do Imposto. Atualmente, o município está na posição 62. A nova estimativa ainda será calculada com base na potência ampliada.

O investimento estimado para o Complexo Eólico Palmas II é de R$ 3 bilhões. Estão em andamento estudos paralelos para a instalação de uma planta de fabricação de fertilizantes aproveitando a infraestrutura do projeto e o potencial energético da região.

O projeto eólico ainda aguarda a liberação de licenças finais e a entrada de novos investidores, sem anúncios efetivos de possíveis datas para inicio das obras.

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