Projeto de macrodrenagem é apresentado como solução para alagamentos em Palmas
Proposta prevê construção de uma nova avenida, com canalização do Rio Lajeado.
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Um projeto de macrodrenagem urbana está sendo apresentado como alternativa para resolver os problemas de alagamentos em bairros de Palmas, Sul do Paraná. A proposta foi elaborada pela arquiteta e urbanista Sandra Lazzaretti, que detalhou ao Jornalismo da Rádio Club as ideias que envolvem a criação de bacias de retenção, a canalização e retificação do Rio Lajeado, além da implantação de uma nova avenida.
Ela lembra que o problema dos alagamentos já era apontado no inicio da década de 1990, quando foi elaborado o primeiro Plano Diretor da cidade. Na época, havia o diagnóstico de pontos de alagamentos no bairro São José, problema que se agravou de maneira expressiva com o passar dos anos, pelo crescimento urbano e a redução das áreas permeáveis.
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De acordo com a urbanista, a solução apresentada agora, de construção de uma nova avenida e canalização do Lajeado, já havia sido proposta no Plano Diretor de 2007, mas permaneceu sem execução por diferentes gestões da prefeitura. Ouça a entrevista no player abaixo:
Ela explicou que Palmas possui dois cursos d’água que correm para um único ponto antes de seguirem em direção à cachoeira do Parque da Gruta. O primeiro é o Lajeado, que passa pelo bairro Dissenha, e o segundo é o Rio Schell Loureiro, que nasce na região próximo à Klubegi e corta o bairro Divino.
A proposta prevê a implantação de bacias de contenção na cabeceira do Rio Schell Loureiro, formando um grande reservatório que, e poderia també se transformar em um espaço de lazer.
Outro ponto central do projeto é a criação de uma avenida contornando o Lajeado, com canalização e bacias de retenção. A nova avenida começaria na Rua dos Caigangues, ao lado subestação da Copel, atravessaria o bairro Dissenha e seguiria até a Avenida José Osório.
A arquiteta destacou que a proposta busca também criar infraestrutura urbana para estimular o crescimento ordenado do município, especialmente na região dos bairros Serrinha e Dissenha.
Questionada sobre valores, Sandra disse que ainda não há orçamento fechado e que a estimativa dependerá de estudos específicos, como levantamento hidrológico, pluviométrico e topográfico.
A urbanista também esclareceu que não foi contratada diretamente pela Prefeitura e que a elaboração inicial do projeto ocorre por meio de uma parceria com a empresa Campos de Palmas, já que grande parte da área prevista para a avenida passa dentro da propriedade. Após finalizado, o projeto seja entregue à prefeitura para execução.